'Floresta não está pegando fogo, mas sim as áreas desmatadas', diz Bolsonaro

Jair Bolsonaro voltou a tratar com menosprezo o aumento 82% no número de queimadas na Floresta Amazônica neste ano, em comparação com o ano passado. “A média das queimadas está abaixo dos últimos anos. Está indo para a normalidade, essa questão [...] Agora, a floresta não está pegando fogo como o pessoal está dizendo. O fogo é onde o pessoal desmata”, afirmou

(Foto: Reprodução/TV Globo)

247 - Jair Bolsonaro voltou a tratar com menosprezo o aumento 82% no número de queimadas na Floresta Amazônica neste ano, em comparação com o ano passado. 

Durante declaração neste sábado, 24, na saída da residência oficial do Palácio da Alvorada, em Brasília, Bolsonaro disse que não é a floresta amazônica que está pegando fogo, mas sim as áreas desmatadas.

“A média das queimadas está abaixo dos últimos anos. Está indo para a normalidade, essa questão [...] As unidades nossas já estão começando a trabalhar na região. Agora, a floresta não está pegando fogo como o pessoal está dizendo. O fogo é onde o pessoal desmata”, afirmou o presidente.

O presidente disse que o governo deve liberar cerca de R$ 40 milhões para ações contra as queimadas. Para ele, o valor é baixo e lhe dá "até vergonha de falar". Bolsonaro afirmou que parte dos incêndios é espontânea e, outra parte, "pelo que parece, são [incêndios] criminosos".

Bolsonaro afirmou que analisa a possibilidade de chamar de volta a Brasília o embaixador do Brasil na França, Luís Fernando Serra. O ato é considerado um sinalização ruim para a relação diplomáticas entre países. "Conversei sobre esse assunto ontem [sexta-feira] com Ernesto [Araújo, ministro das Relações Exteriores], a gente está analisando", afirmou.

Na França, a devastação da Floresta Amazônica foi um temas discutidos neste sábado pelos países que integram o G-7 - Estados Unidos, Alemanha, França, Inglaterra, Itália, Canadá e Japão. 

Chefes de Estado e governo de países europeus estão divididos sobre até que ponto a crise provocada pela devastação da Amazônia por responsabilidade do governo de Jair Bolsonaro deve influenciar o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul (leia mais no Brasil 247).

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