Governo Bolsonaro inicia pelo Serpro monitoramento e censura de servidores nas redes

A direção da estatal federal Serpro lançou norma que permite o monitoramento e censura de seus funcionários nas redes sociais. Eventual identificação de “inimigos” poderá levar a processos judiciais

Jair Bolsonaro e fachada do SERPRO
Jair Bolsonaro e fachada do SERPRO (Foto: Carolina Antunes/PR | Wikimedia)


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247 - A norma TR nº 079, do governo Jair Bolsonaro, passou a permitir o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) a monitorar, por meio da área de Comunicação e Marketing, o comportamento dos funcionários nas redes sociais e tomar medidas judiciais para a remoção de conteúdos. A regra está em vigor desde o dia 21 de agosto de 2020 e teria como objetivo o "cultivo e a preservação da imagem positiva da empresa". 

A norma foi assinada pelo Diretor Jurídico e de Governança, Gileno Gurjão Barreto, que deverá assumir a presidência do Serpro, e o Superintendente de Controles, Riscos e Conformidade, Tiago de Andrade Lima Coelho. A informação foi publicada na Carta Digital

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Neste ano o Ministério da Justiça criou um dossiê com nomes de 579 servidores federais e estaduais de segurança identificados como integrantes do "movimento antifascismo" e três professores universitários.

O Supremo Tribunal Federal (STF) encaminhou à Procuradoria-Geral da República pedido de instauração de inquérito contra o ministro da Justiça, André Mendonça, por causa de um dossiê.

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Bolsonaro tem como uma das suas principais marcas a criação de "inimigos imaginários" para justificar ações da atual gestão, que ainda não conseguiu emplacar a retomada do crescimento econômico. Uma postura que serve para deixar no País um clima de batalhas ideológicas - o "nós contra eles" - como um solo fértil para o bolsonarismo manter o apoio de ao menos um terço do eleitorado. Também reflete um governo em permanente campanha eleitoral.

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