Novo habeas corpus para ex-diretor deixa CPI das Americanas diante de encruzilhada nesta terça-feira
O ex-diretor da Americanas S.A. Márcio Cruz Meirelles deve comparecer à comissão, mas resguardado por um habeas corpus
Assina Filipe Calmon, especial para o 247 em Brasília - Após ausência injustificada gerar promessas exaltadas de condução coercitiva, o ex-Diretor da Americanas S.A. Márcio Cruz Meirelles deve comparecer aos trabalhos desta terça-feira (15). Porém, irá resguardado por um habeas-corpus, nada acrescentaando ao já fatigado processo de coleta de depoimentos dos envolvidos na fraude multi-bilionária.
Márcio Meirelles faltou à sessão da última terça-feira (3) e posteriormente alegou que não havia sido notificado oficialmente da convocação. Na ocasião, após chamada oral durante a audiência pública, o presidente da CPI, Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE), usou o microfone para de forma dura demandar condução coercitiva ao executivo.
O depoente deverá finalmente comparecer, mas levando consigo um habeas-corpus lhe garantindo o direito a ficar em silêncio. Se repetir o que seus colegas de fraude fizeram, como Fábio Abrate e José Timotheo de Barros, em nada acrescentará e provocará mais uma cena de deboche aos parlamentares, que nada poderão fazer além de soltar perguntas vazias no plenário.
Diante do infrutífero constrangimento, os membros da CPI podem mudar de estratégia. Como tem repetido nas últimas sessões o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), talvez o melhor caminho para a CPI seja o de procurar criar ou revisar instrumentos legais para evitar que novas fraudes semelhantes venham a acontecer e para que as leis sejam mais duras para punir responsáveis por atos criminosos da mesma natureza.
A audiência pública está prevista para as 15h no Plenário 7 da Câmara dos Deputados e deverá ouvir, também como convocada, a ex-superintendente de controladoria da varejista Flávia Pereira Carneiro.
Como convidados, estão confirmados José Maria Castro Panoeiro, procurador da República do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro e Acen Amaral Vatef, delegado da Polícia Federal da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros.
