Dino: Moro tem que reconhecer seus erros se quiser ser competitivo na política

Governador do Maranhão corrige o ex-juiz, que retirou o ex-presidente Lula do processo político para permitir a ascensão do bolsonarismo

Flávio Dino e Sérgio Moro
Flávio Dino e Sérgio Moro (Foto: GOVMA | Reuters)
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247 - O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), respondeu a uma entrevista do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro em que o ex-juiz cobra uma autocrítica ao PT. 

"Se o PT quiser ser competitivo, tem que reconhecer erros do passado", disse Moro em entrevista à GloboNews na noite deste domingo (5). "Se Moro quiser ser competitivo, tem que reconhecer erros do passado e do presente", respondeu o chefe do Executivo maranhense. 

Na entrevista à Globonews, o ex-ministro evitou comentar sobre uma possível candidatura dele à presidência em 2022, mas reforçou que há "bons nomes" para concorrer nas eleições. Ele não citou candidatos do PT não foram citados por ele.

"Tem o Luciano Huck, o governador de São Paulo, João Doria, o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que, inclusive, fez um trabalho fenomenal, foi um personagem que cresceu na crise", disse, citando nomes que se opuseram ao presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia.

Moro condenou Luiz Inácio Lula da Silva sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP), para tirar o ex-presidente da eleição de 2018. 

Em maio, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que Moro "tinha predileção em condenar o PT".

De acordo com as acusações do Ministério Público Federal (MPF-PR), Lula recebeu um apartamento como propina da OAS, mas nunca dormiu nem tinha a chave do imóvel. 

Ao apresentar a denúncia em 2016, o procurador Henrique Pozzobon admitiu que não havia "provas cabais" de que o ex-presidente era o proprietário do apartamento.

Uma reportagem do site Intercept Brasil, publicada em 9 de junho do ano passado, apontou que o procurador Deltan Dallagnol duvidava da existência de provas.

A partir daquele mês, o Intercept passou a publicar reportagens, algumas em parceria com outros sites, apontando que Moro agia como uma espécie de assistente de acusação nas investigações da Lava Jato. 

O ex-juiz questionou, por exemplo, a capacidade de uma procuradora em interrogar Lula e sugeriu acréscimo de informação na denúncia contra um réu - Zwi Skornicki, representante da Keppel Fels, estaleiro que tinha contratos com a Petrobrás.

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