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Licitações do governo Bolsonaro para abrir poços no Nordeste têm indícios de sobrepreço de R$ 131 milhões

Técnicos da CGU apontaram indícios de sobrepreço e inconsistências em pregão da Funasa, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, entregue por Bolsonaro para partidos do Centrão

Licitações do governo Bolsonaro para abrir poços no Nordeste têm indícios de sobrepreço de R$ 131 milhões (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

247 - As licitações do governo Jair Bolsonaro (PL) para a construção de poços nos nove Estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais possuem indícios de sobrepreço da ordem de R$ 131 milhões.  “O valor representa 11% do total de R$ 1,2 bilhão previsto pelo governo para levar água a famílias pobres do Nordeste”, diz o jornal O Estado de S. Paulo. Muitos dos poços abertos pelo programa tiveram suas obras paralisadas e as bombas utilizadas para retirar a água também não foram instaladas.

A suspeita de superfaturamento recai sobre um pregão da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), realizado em março deste ano. A Funasa, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, foi entregue por Bolsonaro para partidos do Centrão, base de apoio do atual governo no Congresso Nacional.  O presidente da Funasa, Miguel Marques, é mineiro de Contagem e foi indicado para o posto pelo PSD.

Segundo a reportagem, “uma análise preliminar de técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou indícios de sobrepreço e detectou inconsistências nos quantitativos dos serviços, inexistência de justificativas técnicas para itens exigidos, deficiência nas pesquisas de preços de mercado e ‘superficialidade’ em especificações”.

Em nota, a Funasa negou a existência de irregularidades, mas informou que não irá prosseguir com os serviços até que uma denúncia sobre o caso seja apreciada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

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