Para brancos, ricos e racistas, as insitiuições funcionam; para negros, é polícia armada dando tapa na cara, diz Vilma Reis

Socióloga repercutiu na TV 247 o manifesto de movimentos populares que denunciam o massacre de negros na Bahia, especialmente em Salvador. “É importante que a gente fale de todos os assassinatos no Brasil, mas é muito triste esse silenciamento em torno da morte no Nordeste brasileiro”. Assista

Vilma Reis
Vilma Reis (Foto: Reprodução | ABr)
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247 - Socióloga e referência nacional no ativismo do movimento negro, Vilma Reis comentou na TV 247 o manifesto lançado pelas princiais entidades do movimento negro no Brasil e outras entidades do movimento popular denunciando o massacre de negros e negras na Bahia, especialmente na capital, Salvador, e exigindo providências imediatas do governo, comandado por Rui Costa (PT), e do Ministério Público do estado.

Uma das articuladores do documento, Vilma afirmou ser preciso ressaltar que as instituições brasileiras que funcionam para a população branca e rica do país são as mesmas que promovem o assassinato e a tortura de negros e negras por todo o território nacional, em especial em território baiano: “nós resolvemos nos levantar na Bahia e chamar o Brasil inteiro. É importante que a gente fale de todos os assassinatos no Brasil, mas é muito triste esse silenciamento em torno da morte no nordeste brasileiro”.

“Nós precisamos efetivamente entender que para a minoria branca, rica e racista, nós temos todas as instituições funcionando, e para a população negra é a polícia armada até os dentes para dar tapa na cara de mulher negra, tomar celular, pisar, espatifar, um celular que é o caminho daquela mulher para o trabalho, para a organização da sua família. Então nós não podemos aceitar o que está acontecendo aqui, e nós não vamos fazer silêncio sobre isso. É muito grave”, completou.

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