Alesp: Isa Penna diz que abertura de denúncia contra Cury por assédio foi por 'medo do desgaste'

A deputada estadual Isa Penna (PSOL), em entrevista, ainda disse estar surpresa pela decisão. "A gente já estava estudando como seria o recurso se decidissem arquivar o caso”, afirmou

Isa Penna e Fernando Cury
Isa Penna e Fernando Cury (Foto: Alesp | Reprodução)
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247 - Segundo a deputada estadual Isa Penna (PSOL), a aprovação unânime da denúncia por assédio contra o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania) pela Comissão de Ética da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) ocorreu por “medo do desgaste”.

A deputada disse ao UOL, nesta sexta-feira, 12, que ficou surpresa com a decisão da Casa. "A gente já estava estudando como seria o recurso se decidissem arquivar o caso hoje. Foi uma surpresa para todo mundo, foi o medo do desgaste. Esse espaço que a imprensa e o compromisso das mulheres com essa luta, entendendo que significa algo para muito além de um caso individual, é que garantiu que os deputados se sentissem constrangidos", contou.

No dia 10 de fevereiro, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp aceitou, por unanimidade, a denúncia de Isa Penna e abriu processo disciplinar contra o deputado Fernando Cury por importunação sexual.

Cury foi flagrado pelas câmeras do parlamento passando a mão no seio da colega no plenário da Casa. Em caso de condenação, ele pode ter o mandato suspenso e até cassado.

Em sua página nas redes sociais, a deputada Isa Penna comentou a decisão. "Apesar desse ótimo resultado, não podemos baixar a guarda, pois a cassação não está garantida. A luta continua para que não haja impunidade no caso!", salientou a deputada.

O deputado Emidio de Souza (PT) foi indicado como relator do caso pela presidente do conselho, a deputada Maria Lúcia Amary.

O parlamentar terá o prazo de 5 sessões ordinárias do plenário da Alesp para apresentar a sua defesa ao Conselho de Ética. O documento será analisado pelo relator, que dará o seu parecer no prazo de 15 dias. O texto será analisado e votado pelos deputados do Conselho de Ética. Caso eles definam por uma condenação, o caso é enviado para o plenário da Câmara.

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