Apeoesp vai à Justiça para pedir prorrogação de concurso de professores da rede estadual em SP
Sindicato afirma que rede estadual enfrenta déficit de cerca de 100 mil docentes e cobra novas convocações
247 - A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) ingressará na Justiça para tentar garantir a prorrogação do concurso público para professores da rede estadual de São Paulo. A medida ocorre em meio à estimativa de déficit de aproximadamente 100 mil docentes na rede de ensino, cenário que, segundo a entidade, tem contribuído para a ampliação das contratações temporárias e para dificuldades no preenchimento de vagas em diferentes regiões e disciplinas.
A informação foi divulgada pela deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta licenciada da Apeoesp. De acordo com a parlamentar, o objetivo é assegurar a extensão da validade do concurso por mais dois anos e ampliar o número de convocações dos candidatos aprovados. "O Estado enfrenta uma grave carência de professores. Não faz sentido deixar expirar um concurso que ainda possui candidatos aprovados e aptos a assumir as vagas necessárias para atender à rede pública", afirma.
Entidade cobra mais nomeações
No início deste mês, Bebel encaminhou uma indicação ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) solicitando a prorrogação do certame e a convocação de novos profissionais. O concurso foi realizado em 2023 e homologado em julho de 2024, após atrasos decorrentes de questionamentos administrativos e judiciais relacionados ao processo seletivo.
Segundo a deputada, as convocações efetuadas até o momento não são suficientes para suprir as necessidades da rede estadual, apesar da existência de um número significativo de aprovados. A parlamentar sustenta que a escassez de professores compromete a continuidade das atividades pedagógicas, afeta a estabilidade das equipes escolares e impacta a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.
Para a Apeoesp, a manutenção da validade do concurso é uma alternativa para fortalecer o quadro efetivo do magistério, ampliar a estabilidade nas escolas e evitar gastos com a realização de um novo processo seletivo em curto prazo. A entidade também defende que a medida possui respaldo constitucional e pode contribuir para uma gestão mais eficiente da educação pública paulista. Além da ação judicial, o sindicato informou que continuará pressionando o governo estadual pela convocação de mais aprovados como forma de enfrentar a falta de docentes na rede de ensino.


