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Professores de SP entram em greve nesta semana

Paralisação pressiona por salário, plano de carreira e revisão de políticas educacionais; movimento está marcado para quinta e sexta-feira

Professores de SP entram em greve nesta semana (Foto: Reuters)

247 - A greve de professores em SP ocorre nos dias 9 e 10 de abril e pressiona por salário, carreira e revisão de políticas educacionais. A mobilização inclui paralisação nas escolas da rede estadual e assembleia marcada para o dia 10, às 16h, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista.

A convocação foi feita pela deputada estadual Professora Bebel (PT), dirigente da APEOESP. Segundo a parlamentar, a paralisação foi definida diante da falta de avanços nas negociações com o governo estadual sobre as demandas da categoria.

Reivindicações salariais e críticas ao bônus

Entre os principais pontos da mobilização está o reajuste salarial e a aplicação correta do piso nacional como base da carreira docente. Professora Bebel também criticou a política de bonificação adotada pelo governo paulista.

“O governo anunciou R$ 900 milhões em bônus, mas esse recurso poderia ser incorporado aos salários, garantindo um reajuste linear para todos. O que precisamos é de valorização permanente, não de gratificações pontuais atreladas ao desempenho dos estudantes”, afirmou.

Mudanças nas políticas educacionais

A pauta da greve inclui ainda a retirada do Projeto de Lei 1316, críticas ao modelo de avaliação de desempenho dos professores — conhecido como sistema de “farol” — e questionamentos sobre a chamada plataformização do ensino.A categoria também cobra que a Secretaria da Educação cumpra orientações do Ministério Público relacionadas ao uso dessas plataformas.

Defesa da carreira docente

Outro ponto central é a implementação da meta 17 do Plano Nacional de Educação, que prevê a equiparação salarial dos professores com outros profissionais de nível superior. “Nós lutamos há anos para que o piso seja o ponto de partida da carreira. Valorização de verdade significa cumprir a carreira e garantir salários compatíveis com a importância do nosso trabalho”, disse Bebel.

Mobilização e assembleia no MASP

A organização do movimento ocorre por meio da Caravana da Educação, que percorre as subsedes da APEOESP promovendo debates com a comunidade escolar. Segundo a entidade, já foram instalados 30 comitês populares, outros 12 estão previstos, e a meta é alcançar as 95 subsedes no estado.

A deputada destacou ainda a importância da participação na assembleia do dia 10. “A presença de cada professor e professora será fundamental para que possamos decidir os próximos passos do movimento. É na assembleia que a categoria se expressa e define seus rumos”, concluiu.

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