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Professores de SP podem votar indicativo de greve em 6 de março

Categoria pode aprovar indicativo de greve se não houver avanço nas negociações com o governo estadual

Escola estadual em São Paulo (Foto: REUTERS/Carla Carniel)

247 - Professoras e professores da rede estadual de ensino de São Paulo participam, no dia 6 de março, de uma assembleia convocada pela APEOESP que poderá votar um indicativo de greve da categoria. A mobilização está marcada para às 16h, no Vão Livre do MASP, na Avenida Paulista, na capital paulista. A APEOESP, que aponta a possibilidade de paralisação caso não haja avanço nas negociações com o governo estadual sobre as reivindicações apresentadas pelos profissionais da educação.

Reunião do conselho antecede assembleia

Antes da assembleia geral, o Conselho Estadual de Representantes da entidade se reunirá pela manhã para avaliar o andamento da mobilização nas diferentes regiões do estado e discutir propostas encaminhadas pelas subsedes da organização.

As deliberações desse encontro deverão ser apresentadas durante a assembleia da tarde, quando os docentes decidirão coletivamente os próximos encaminhamentos do movimento.

A deputada estadual Professora Bebel (PT), segunda presidenta da APEOESP, afirma que a mobilização ocorre após um início de ano marcado por dificuldades enfrentadas na rede estadual de ensino.

“Temos professores que ainda enfrentam problemas na atribuição, escolas com instabilidade e uma política que vem tensionando a carreira. A assembleia é o espaço legítimo da categoria para avaliar esse cenário e decidir coletivamente os rumos do movimento”, disse.

Pauta inclui salário, carreira e organização da rede

Entre os principais pontos que devem ser discutidos estão o reajuste do piso nacional no salário-base e na carreira, o fim do abono complementar e a aplicação correta da jornada prevista na legislação do piso nacional do magistério.

A pauta também inclui reivindicações relacionadas à organização da rede pública estadual, como a defesa da escola pública diante de propostas de privatização e militarização e a retirada do Projeto de Lei 1316/2025 da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que trata da reforma administrativa da educação.

Outras demandas mencionadas pela entidade incluem a oposição à reorganização escolar, a reabertura de classes fechadas, a devolução do tempo de serviço congelado durante a pandemia entre 2020 e 2021 e a garantia de educação especial inclusiva para estudantes atípicos e com deficiência.

Segundo Bebel, a valorização da carreira docente é um elemento central para o fortalecimento da educação pública. “Não é possível falar em qualidade na educação com instabilidade na carreira e fechamento de classes. A valorização do magistério é condição para fortalecer a escola pública”, afirmou.

Caminhada e ato público após assembleia

Após a assembleia no Vão Livre do MASP, está prevista uma caminhada até a Praça da República, no centro de São Paulo, onde ocorrerá um ato unificado com o funcionalismo público e movimentos sociais. No mesmo local, às 18h30, está programada uma apresentação musical gratuita do cantor Chico César, anunciada como um tributo à educação pública.

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