Avó materna sabia de agressões de Dr. Jairinho contra o menino Henry, diz babá
A babá de Henry Borel Medeiros, de 4 anos, disse ter "contado tudo" para a avó materna dele, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva, sobre as agressões do vereador Dr. Jairinho contra o garoto, que faleceu. Thayná Oliveira Ferreira, que cuidava da criança, havia dito ter recebido da mãe da criança um pedido para mentir nos depoimentos
247 - Em novo depoimento prestado na 16ª DP (Barra da Tijuca), a babá do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, disse ter "contado tudo" para a avó materna dele, a professora Rosângela Medeiros da Costa e Silva, em referência aos maus-tratos, cheio de agressões físicas, sofridas pelo garoto, que morreu no dia 8 de março no Hospital Barra D'Or, na Barra da Tijuca (RJ). Thayná Oliveira Ferreira também havia narrado em tempo real a Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe da criança, uma sessão de violência do pai dele, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), contra o garoto, que tinha o parlamentar como padrasto.
O pai e a mãe da criança foram presos na última quinta-feira (8). De acordo as investigações, o parlamentar agredia o menino com chutes e golpes na cabeça e que Monique sabia das agressões pelo menos desde fevereiro.
Após 12 horas na delegacia, Thayna, que babá do menino, afirmou ter presenciado Jairinho levando Henry para seu quarto, em 12 de fevereiro, e colocado o som da televisão alto. O teor do depoimento foi publicado pelo portal Extra (RJ).
De acordo com ela, o a criança saiu do cômodo e contou ter sido agredido por Jairinho. A babá disse que a criança mancava de dor nas pernas, tinha hematomas nas pernas e nos braços, e reclamava de dores na cabeça. Thayná mandou mensagens para Monique descrevendo a situação.
A babá havia dito que mentiu na primeira versão sobre o caso a pedido dos patrões. Disse também que mãe do menino pediu que ela mentisse quando fosse prestar depoimento à polícia.
'Fundo do poço'
Nesta terça-feira, o pai de Henry, Leniel Borel, disse que a avó materna era muito amada pelo menino. Para ele, é difícil acreditar que ela sabia das agressões e não fez nada. "Não consigo acreditar, admitir que ela sabia que ele estava sendo agredido e nada fez", disse.
Leniel Borel de Almeida, pai do menino Henry, afirmou nesta terça-feira (13) estar "no fundo do poço".
"As últimas notícias acabaram comigo, cada dia chego mais ao fundo do poço, já não sei se aguento mais", escreveu Leniel em rede social.
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