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Consórcio vence leilão da nova sede do governo de SP

Projeto de R$ 6 bilhões prevê sete edifícios nos Campos Elíseos e contrato de PPP com duração de 30 anos

Consórcio vence leilão da nova sede do governo de SP (Foto: Divulgação)

247 - Um consórcio formado por cinco empresas venceu, na manhã desta quinta-feira (26), o leilão para concessão da nova sede do governo do Estado de São Paulo. O empreendimento, estimado em R$ 6 bilhões, será implantado no bairro dos Campos Elíseos, na região central da capital paulista, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com prazo de 30 anos.

O certame ocorreu na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, e teve como critério de julgamento o maior desconto oferecido sobre a contraprestação pública mensal máxima, fixada em cerca de R$ 76,6 milhões.

O consórcio vencedor, denominado MEZ-RZK Novo Centro, é liderado pela Zetta Infraestrutura e reúne ainda M4 Investimentos, Engemat, RKZ Empreendimentos e Iron Property. O grupo apresentou desconto de 9,62% sobre o valor máximo da contraprestação mensal. O outro concorrente, o consórcio Acciona-Construcap, ofertou desconto de 5%.

A transferência da sede do Executivo estadual do Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, para os Campos Elísios integra uma das promessas de campanha do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A proposta tem como foco a revitalização da área central da cidade.

O projeto prevê a construção de sete edifícios destinados a abrigar o gabinete do governador, secretarias e órgãos estaduais, atualmente distribuídos em mais de 40 endereços. A estrutura deverá concentrar cerca de 22 mil servidores públicos e incluir teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços de uso institucional.

Além da área administrativa, o complexo reservará 25 mil metros quadrados para comércio e serviços, majoritariamente no térreo dos prédios. A requalificação urbanística contempla ainda o restauro de 17 imóveis tombados e a ampliação superior a 40% das áreas verdes da Praça Princesa Isabel, medida que implicará na desativação do terminal de ônibus situado no quarteirão ao lado.

De acordo com a estimativa do governo estadual, as obras poderão gerar até 38 mil empregos diretos e indiretos ao longo do período de execução, além de 2,8 mil postos de trabalho vinculados às novas atividades comerciais previstas para a região.

O projeto foi estruturado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI), com apoio técnico da Companhia Paulista de Parcerias. A previsão é que o contrato seja assinado por volta do meio do ano, com início das obras em até 12 meses. As primeiras entregas são esperadas até 2028, e a conclusão total do complexo está projetada para 2031.

Durante o período de concessão, caberá à empresa vencedora não apenas a construção, mas também a operação e manutenção do complexo, incluindo serviços de limpeza, segurança e conservação.

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