Depósitos na conta de primeira-dama embasaram operação da PF contra o governo Witzel

Investigadores miram um contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios do escritório da primeira-dama do Rio, Helena Witzel, com a empresa DPAD Serviços Diagnósticos, de Mário Peixoto, e comprovantes de transferência bancária entre as duas empresas

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
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247 - Os pedidos de busca e apreensão na residência oficial do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, tiveram como base comprovantes de pagamento para o escritório da primeira-dama do Rio, Helena Witzel. De acordo com o Ministério Público Federal, provas provenientes da Justiça Federal demonstram laços suspeitos entre a primeira-dama e as empresas de Mário Peixoto, fornecedoras do estado. A Operação Placebo investiga gastos de R$ 1 bilhão na construção de hospitais de campanha durante a pandemia no Rio. 

Investigadores miram um contrato de prestação de serviços e honorários advocatícios do escritório da primeira-dama com a empresa DPAD Serviços Diagnósticos, de Mário Peixoto, e comprovantes de transferência bancária entre as duas empresas.

De acordo com reportagem jornal Folha de S.Paulo, "entre as provas apresentadas, há um email de 14 de abril de 2020, em que o braço direito de Mário Peixoto recebe do contador das empresas documentos relacionados a pagamentos para a esposa do governador". "Segundo o mandado de busca e apreensão, o MPF imputa indícios de participação ativa do governador quanto ao conhecimento e ao comando de contratações realizadas com as empresas investigadas", diz a matéria.

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