Deputados da oposição querem CPI para investigar ação da PM em Paraisópolis

As bancadas do PT e do PSOL apresentaram requerimento pela criação de uma CPI que precisa de 32 votos para ser instalada. Os parlamentares da oposição denunciam que a ação do governo João Doria (PSDB), em São Paulo, contra os bailes populares, não é por conta do barulho, mas a criminalização do funk e da pobreza

Polícia Militar
Polícia Militar (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Deputados de oposição querem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o massacre em Paraisópolis para investigar as mortes de adolescentes em um baile funk após ação policial. 

Segundo informações da Folha, a bancada do PSOL e do PT apresentaram requerimento pela criação de uma CPI que precisa de 32 votos para ser instalada. Os parlamentares da oposição também agendaram uma reunião com o procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio, para tratar do assunto. 

"Há meses a Polícia Militar têm atacado os bailes funk, com apreensão de motos, carros e detenção de jovens, numa clara atuação preconceituosa e de marginalização da juventude negra periférica", afirmou o líder do PT na Assembleia, deputado Barba, em nota. 

Para a chamada Bancada Ativista, do PSOL, que reúne membros do mandato coletivo, as ações policiais contra pancadões são criminalização do funk e da pobreza. 

"O que aconteceu foi uma tragédia, mostra o despreparo da polícia para lidar com o assunto, a criminalização da pobreza e do funk", diz Erika Hilton, que integra a bancada. Ela enfatiza que o ação do governo de João Doria contra os pancadões não se trata de combater o barulho, mas de um ataque à cultura de jovens negros da periferia. 

Doria disse em coletiva de imprensa nesta segunda (2), um dia após ação policial em um baile funk terminar com nove pessoas mortas em Paraisópolis, que as políticas de repressão aos pancadões não vão mudar no estado.

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