Estupro coletivo em Copacabana: estado da vítima ao chegar na delegacia deixou em choque até policiais
As agressões sofridas pela jovem foram descritas pelo delegado como um ponto que causou choque até mesmo na equipe policial
247 - A Polícia Civil do Rio de Janeiro consolidou o inquérito sobre o estupro coletivo ocorrido em Copacabana com base em provas técnicas que, segundo os investigadores, eram "evidentes". De acordo com reportagem da CNN Brasil, o delegado Angelo Lages, titular da unidade responsável, afirmou que o estado físico da adolescente de 17 anos ao chegar à delegacia foi determinante para a caracterização do crime. A vítima apresentava sangramentos e lesões visíveis, o que motivou uma tentativa imediata de prisão em flagrante no local do crime, embora os suspeitos já tivessem fugido.
As agressões sofridas pela jovem foram descritas pelo delegado como um ponto que causou choque até mesmo na equipe policial. “Ela foi xingada muitas vezes, ali dentro, e também sofreu agressões físicas. Isso chocou muita gente, porque, além de tudo isso que eles já praticaram, ainda agrediram muito essa menina, tanto que ela chegou aqui na delegacia ainda sangrando”, declarou Lages. O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou hemorragias, escoriações em partes íntimas e uma suspeita de fratura na costela, corroborando o depoimento de que a vítima teria recebido chutes e socos durante o ato.
A estratégia das defesas e a "conversa entre si"
Outro ponto central da investigação é a movimentação dos advogados dos acusados. Após a prisão de Mattheus Zoel Martins (19) e a entrega de João Gabriel Xavier Berthô (19) nesta terça-feira (3), a polícia identificou que há uma coordenação entre os representantes jurídicos dos envolvidos. O delegado Angelo Lages informou que espera a entrega dos demais acusados ainda nas próximas horas, baseando-se no contato feito pela defesa de um dos presos.
De acordo com o delegado, a articulação entre os suspeitos é clara. "O advogado de Matheus disse que 'as defesas dos acusados têm conversado entre si, e que eles pretendem, nas próximas horas, apresentar todos os demais acusados por esse crime'", revelou o investigador. Essa comunicação entre as defesas sugere uma tentativa de alinhar versões sobre o que ocorreu dentro do apartamento na Rua Ministro Viveiros de Castro, onde a vítima afirma ter sido vítima de uma "cena de terror" após cair em uma emboscada armada pelo ex-namorado.
A vítima, no entanto, já realizou o reconhecimento formal e individualizou a conduta de cada um dos cinco envolvidos (quatro adultos e um menor). Enquanto a defesa de João Gabriel nega o crime e alega que houve consentimento para que os amigos assistissem ao ato, a Polícia Civil mantém a tese de estupro coletivo com base na violência física comprovada e na impossibilidade de resistência da adolescente.

