Exoneração atinge subsecretário após filho virar réu por estupro no Rio
Investigadores apuram um caso de estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense
247 - A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro decidiu exonerar o subsecretário de Governança, Compliance e Gestão, José Carlos Simonin, nesta terça-feira (3). A medida foi tomada após a repercussão do caso envolvendo seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, apontado como um dos envolvidos em um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, a decisão foi solicitada pela secretária da pasta, Rosangela Gomes. O pedido de exoneração foi encaminhado ao secretário da Casa Civil do estado, Nicola Miccione, e a expectativa é de que a decisão seja oficializada no Diário Oficial do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (4).
Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a medida busca preservar o funcionamento institucional da pasta diante da gravidade do caso. Segundo o comunicado, a decisão foi tomada com o objetivo de “resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”. A secretaria também afirmou manter compromisso com a “dignidade humana e a preservação da vida”.
Investigação e prisões
No mesmo dia em que a exoneração foi anunciada, dois dos acusados de participação no crime se apresentaram às autoridades. Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, ambos de 19 anos, compareceram à polícia e foram presos.
Outros dois investigados seguem foragidos. São eles Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, filho do subsecretário exonerado. Conforme o delegado Angelo Lages, titular da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), responsável pela investigação, há expectativa de que ambos se apresentem às autoridades até o fim desta quarta-feira (4).
Exames realizados na vítima apontaram sinais de violência física. O laudo do exame de corpo de delito identificou lesões na região genital, presença de sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.
Acusação formal
A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou os quatro suspeitos pelo crime de estupro com concurso de pessoas. Após a conclusão dessa etapa, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia à Justiça, que aceitou a acusação e tornou os investigados réus no processo.
O MP-RJ também solicitou à Justiça a expedição de mandados de prisão preventiva contra os acusados na sexta-feira anterior à exoneração do subsecretário.
Como ocorreu o crime
Segundo as investigações, o crime ocorreu na noite de 31 de janeiro. Um adolescente de 17 anos teria convidado a jovem — que seria sua ex-namorada — para um encontro em um apartamento localizado na Rua Viveiros de Castro, em Copacabana.
Durante o encontro, quando os dois estavam em um quarto do imóvel, outros homens teriam entrado no cômodo e cometido o estupro coletivo. Imagens de câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, cerca de uma hora depois, a saída deles do condomínio.
Após o episódio, a adolescente procurou a 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), onde realizou o registro de ocorrência que deu início às investigações.
