Freixo anuncia ação do PSOL e do PT que questiona chacina da Polícia do Rio no Jacarezinho

Os deputados federais Marcelo Freixo (PSOL) e Benedita da Silva (PT), junto com a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), entraram com ação questionando o governo do Rio de Janeiro sobre a chacina

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(Foto: Reuters | Divulgação)


247 - O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ) anunciou, nas redes sociais, nesta quinta-feira, 6, uma ação de seu partido junto com o PT, da deputada federal Benedita da Silva (RJ), e a presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputada estadual Dani Monteiro (PSOL), contra o governo do Rio de Janeiro pela Chacina do Jacarezinho.

A Polícia Civil descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) e realizou operação na favela do Jacarezinho, no Rio, matando pelo menos 25 pessoas, nesta quinta. As entidades de direitos humanos dizem que o número de mortos pode subir ainda mais.

Com os números oficiais, a Chacina do Jacarezinho é a maior da história da cidade do Rio de Janeiro e a segunda maior da história do estado.

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O governo do Rio de Janeiro descumpriu a liminar deferida pelo ministro Edson Fachin e referendada pelo plenário da corte que proibiu operações policiais nas comunidades durante a pandemia da Covid-19, a partir da ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635, conhecida como “ADPF das Favelas”.

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“Estamos acionando a Procuradoria-geral de Justiça do RJ e o governo do Estado para questioná-los sobre a operação realizada no Jacarezinho”, destacou Freixo nas redes sociais.

"Não há vencedores nessa guerra insana"

O deputado continuou afirmando que “não há vencedores nessa guerra insana, que é A ÚNICA política de segurança pública do RJ”. “Temos a polícia que mais mata e mais morre, e em que avançamos até aqui? Reduzimos o poder do narcotráfico? Diminuímos a quantidade de homicídios? O Rio está mais seguro?”, perguntou.

“Hoje moradores foram baleados dentro de suas casas, vítimas foram feridas no trem, famílias viveram o terror quando saíam de casa para trabalhar e 25 pessoas perderam a vida, dentre elas o policial civil André Frias”, afirmou.

“Não vamos tirar os nossos jovens do crime na base do tiro. Eles estão morrendo, gerações estão se perdendo e famílias sendo destruídas. O RJ precisa mudar e ter uma política de segurança inteligente e eficaz, que respeite a vida dos moradores das favelas e dos policiais”, concluiu.

Outro deputado do PSOL, David Miranda ressaltou que "as instituições brasileiras insistem em desrespeitar e marginalizar a favela. "Essa ação de hoje é uma tragédia, uma chacina autorizada por Cláudio Castro [governador do Rio]". 

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