Justiça de SP condena envolvidos pela morte de advogado fundador do Prerrogativas
Casal acusado de latrocínio recebeu penas superiores a 20 anos de prisão pelo crime ocorrido em Higienópolis, no centro da capital paulista
247 - A Justiça de São Paulo condenou os responsáveis pelo assassinato do advogado Luiz Fernando Pacheco, fundador do grupo Prerrogativas, morto durante um roubo na região central da capital paulista. O crime ocorreu em outubro de 2025 e teve como desfecho a condenação de dois dos envolvidos a penas superiores a duas décadas de prisão, enquanto um terceiro réu recebeu punição alternativa.
De acordo com a sentença, Lucas foi condenado a 27 anos e dois meses de prisão. Já Ana Paula recebeu pena de 23 anos e quatro meses. Ambos foram responsabilizados pelo crime de latrocínio, caracterizado pelo roubo seguido de morte. O terceiro envolvido, José Lucas, teve a pena fixada em dois anos e quatro meses, em regime aberto, substituída por penas restritivas de direitos. A decisão ainda é passível de recurso.
Luiz Fernando Pacheco foi encontrado desacordado em uma via do bairro de Higienópolis, na região central de São Paulo, e chegou a ser encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu. As investigações apontaram que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico provocado durante a agressão sofrida no assalto.
Segundo o boletim de ocorrência obtido à época, a Polícia Militar foi acionada após uma testemunha relatar que um homem apresentava convulsões e dificuldade para respirar na via pública. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram o advogado inconsciente. Ele não portava documentos de identificação e vestia calça jeans e camisa preta. Posteriormente, exames papiloscópicos confirmaram a identidade da vítima e permitiram relacionar o caso ao desaparecimento registrado no dia 30 de outubro.
As apurações indicaram que Pacheco estava em um bar antes do crime e foi abordado por um casal ao sair do local. Durante a tentativa de roubo, um dos suspeitos tentou acessar o bolso da vítima, que reagiu. Na sequência, o advogado foi violentamente agredido, caiu no chão e bateu a cabeça com força. Os autores fugiram levando os pertences dele. O corpo foi encontrado na madrugada de 1º de outubro.
Imagens de câmeras de segurança analisadas pela Polícia Civil reforçaram a principal linha de investigação, que sempre foi a de latrocínio. As gravações mostram Pacheco caminhando sozinho, aparentando estar embriagado e cantando, quando foi abordado por um homem e uma mulher. O vídeo registra o momento em que o suspeito tenta mexer em seu bolso, a reação do advogado e a sequência de agressões com socos, cotoveladas e um golpe que o derruba no chão.
O boletim de ocorrência também aponta que peritos identificaram impressões digitais de um dos suspeitos em um poste presente nas imagens captadas. Ao todo, três pessoas foram presas no decorrer das investigações: Lucas, Ana Paula e José Lucas. As prisões foram realizadas por policiais do 4º Distrito Policial, na região da Consolação, consolidando o conjunto de provas que levou às condenações agora anunciadas.

