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Márcio França deixa o governo e anuncia plano para disputar eleições em São Paulo

Após reunião com Lula, ex-ministro anunciou desincompatibilização e prometeu "debate forte" na campanha

Márcio França (Foto: Divulgação)

247 - O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, deixou o cargo nesta quinta-feira (2) para se dedicar à disputa eleitoral em São Paulo. As declarações do próprio França, publicadas na rede social X, constituem a fonte central desta matéria. O político do PSB informou ter se reunido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de anunciar a saída e sinalizou que a decisão foi tomada em conjunto com o chefe do Executivo federal.

Em sua postagem no X, França deixou claro o tom combativo com que pretende entrar na campanha. "Estive hoje com o presidente @LulaOficial e, juntos, definimos o melhor caminho a seguir", escreveu. Na sequência, anunciou formalmente sua saída: "Diante disso, e olhando para o futuro, deixo o Ministério e me desincompatibilizo do Governo Federal no dia 2 de abril, Quinta-feira Santa. Um passo necessário para este novo momento. A partir de agora, concentro meus esforços ao lado do nosso time do PSB e no projeto para São Paulo e para o Brasil. Se não querem debate forte, não me convoquem. De pé e às ordens. Preparem as velas: vamos partir para a luta."

França também definiu as bandeiras que pretende carregar ao longo da campanha. "Olhando para 2026, o desafio continua. Proteger a democracia, encontrar soluções para os problemas de São Paulo e defender os interesses de toda a nossa gente. É hora de abrir as portas do mundo para nossos empresários e para retomar o protagonismo paulista", escreveu o ex-ministro.

O político, no entanto, não especificou em qual posição atuará na chapa de Lula em São Paulo. Fernando Haddad (PT) será o candidato ao governo do estado, e duas vagas seguem em aberto na composição da aliança progressista: a vice-governadoria na chapa do petista e uma segunda candidatura ao Senado. A primeira vaga para o Senado já está reservada para a ex-ministra Simone Tebet (PSB-SP), que migrou do Mato Grosso do Sul para São Paulo para disputar a vaga.

A saída de França do ministério marca o início de uma nova fase na articulação eleitoral do campo progressista no maior colégio eleitoral do país, onde a disputa promete ser uma das mais acirradas de 2026.

Confira a íntegra do comunicado:

Estive hoje com o presidente @LulaOficial e, juntos, definimos o melhor caminho a seguir. Nesta Semana Santa, começo agradecendo a ele e ao vice-presidente @geraldoalckmin pela confiança em me permitir servir ao povo brasileiro como Ministro de Estado. Foi uma honra e um privilégio.

Agradeço também aos valorosos servidores públicos que estiveram conosco em missões importantes. Criamos e estruturamos dois novos ministérios. O Brasil ganhou com isso.

Tive a oportunidade de estar ainda mais próximo de quem faz o Brasil real acontecer: os empreendedores. Eles representam mais de 99% dos CNPJs do país.

Encontramos milhões de pequenos negócios sem força de representação política.

Gente que é, ao mesmo tempo, empresária e trabalhadora do próprio negócio. São heróis do Brasil. São mais de 25 milhões de CNPJs, responsáveis por um crescimento econômico que surpreendeu o mundo, impulsionado por inovação e criatividade.

Os menores são, na verdade, os gigantes do Brasil.

Precisamos seguir avançando: eliminar barreiras, ampliar exportações e permitir que o pequeno decida, afinal, ele é a maioria. Apoiar o empreendedor é uma das mais eficazes políticas sociais de um governo popular e democrático. E tenho certeza de que essa missão seguirá forte, como é o compromisso do presidente Lula com o Brasil real.

Ao longo da minha vida pública, sempre busquei deixar um legado de trabalho com resultados concretos. Esse empenho foi reconhecido, e tive a honra de ser escolhido para servir aos paulistas e aos brasileiros em diferentes funções.

Conheço de perto os desafios de São Paulo. Um estado vibrante, decisivo para o sucesso do Brasil no mundo, que exige responsabilidade, equilíbrio e liderança. Chega de marionetes. São Paulo conduz, não é conduzido.

Em 2022, a união liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o vice-presidente Geraldo Alckmin foi fundamental para defender a democracia. E nesta hora, eu estava ali presente. Também com as Diretas já, com o fim da Ditadura e com meu nome sempre a disposição do eleitor que escolhe a democracia.

Agora, olhando para 2026, o desafio continua.

Proteger a democracia, encontrar soluções para os problemas de São Paulo e defender os interesses de toda a nossa gente.

É hora de abrir as portas do mundo para nossos empresários e para retomar o protagonismo paulista.

Diante disso, e olhando para o futuro, deixo o Ministério e me desincompatibilizo do Governo Federal no dia 2 de abril, Quinta-feira Santa. Um passo necessário para este novo momento.

A partir de agora, concentro meus esforços ao lado do nosso time do PSB e no projeto para São Paulo e para o Brasil.

Se não querem debate forte, não me convoquem.

De pé e às ordens. Preparem as velas: vamos partir para a luta.

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