Presidente do PT de SP defende Kassab como vice de Lula e candidatura de Alckmin ao Senado
Kiko Celeguim aponta PSD como peça central e sugere rearranjo eleitoral para 2026
247 - O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo, deputado federal Kiko Celeguim, defendeu a indicação de Gilberto Kassab (PSD) para a vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta prevê a possibilidade de que o atual vice, Geraldo Alckmin, dispute uma vaga no Senado. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
A proposta foi apresentada um dia após o presidente nacional do PT, Edinho Silva, sinalizar a manutenção de Alckmin no cargo de vice, ao reconhecer dificuldades para formar uma aliança nacional com PSD e MDB na disputa pela reeleição de Lula. Segundo Celeguim, a legenda presidida por Kassab ocupa posição estratégica no cenário eleitoral e é “o partido-chave para ganhar a eleição”.
O dirigente petista ainda sugeriu que o PSD, ou outra legenda de centro, integre a chapa para o governo paulista encabeçada pelo ex-ministro Fernando Haddad. Celeguim será o coordenador da campanha de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes. No mesmo arranjo, Alckmin poderia disputar o Senado ao lado da ministra Simone Tebet (PSB). Já o ministro Márcio França (PSB) aparece como opção para assumir o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, caso Alckmin deixe o cargo.
Movimentos do PSD
O PSD deve anunciar nesta segunda-feira (30) a escolha do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência da República. Ele disputava a indicação interna com Eduardo Leite e Ratinho Junior, que retirou seu nome na semana anterior.
Apesar da sinalização de Celeguim, Kassab tem reiterado apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de defender candidatura própria do PSD à Presidência. Na quarta-feira (25), ele deixou a Secretaria de Governo de São Paulo diante da possibilidade de integrar a chapa de Tarcísio como vice.
De acordo com relatos, Tarcísio tem descartado essa composição e feito críticas ao ex-secretário. Setores do PT avaliam que o desgaste pode abrir espaço para aproximação com o PSD, que disputa protagonismo no cenário político nacional.
Alianças e divergências internas
Edinho Silva afirmou que alianças com PSD e MDB devem ocorrer principalmente nos estados, e não em âmbito nacional. “Não creio em aliança nacional com esses partidos”, declarou, ao citar divergências internas nessas siglas.
O dirigente também mencionou esforços para consolidar parcerias com partidos aliados, como o PDT, embora enfrente resistências internas no PT, especialmente no Rio Grande do Sul.
No estado, o PDT apoia Lula e espera reciprocidade na disputa pelo governo local, com a candidatura de Juliana Brizola. Parte do PT gaúcho, no entanto, defende candidatura própria.
Edinho afirmou que prefere o diálogo político à intervenção partidária para resolver o impasse. “Prefiro o convencimento político”, disse, ao defender que as decisões regionais estejam alinhadas à estratégia nacional do partido.


