Marta e FHC, defensores do golpe de 2016, defendem frente e criticam Márcio França
Marta pode ser candidata pelo partido Solidariedade, de Paulinho da Força, mas está negociando com o candidato do PSDB à reeleição, Bruno Covas, a formação de uma chapa com ela sendo vice
247 - Defensores do golpe de 2016 contra Dilma, a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (SD) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) participaram de uma live nesta quarta-feira, 26, na qual ambos defenderam a criação de uma frente ampla contra Jair Bolsonaro.
Marta pode ser candidata pelo partido Solidariedade, de Paulinho da Força, mas está negociando com o candidato do PSDB à reeleição, Bruno Covas, a formação de uma chapa com ela sendo vice. Para ela, a frente política deveria começar já nas eleições municipais deste ano, preparando o terreno para as eleições de 2022, que deverá ser o foco central da aliança.
"Devemos começar em São Paulo um movimento de frente ampla com forças políticas que são contra o desmonte autoritário e aponte para 2022. Temos que começar agora essa conversa. Não será na véspera de 2022 que vamos ter um programa de governo que nos una", disse. FHC apoiou dizendo que é “favorável a somar forças".
Em outras possibilidades, entretanto, o tucano se colocou contra o impeachment de Bolsonaro, defendendo que a articulação seja feita no âmbito eleitoral.
A ex-prefeita ainda criticou o suposto isolamento do PT na capital paulista. "O PT se isolou, infelizmente", reforçou, ao mesmo tempo em que comemorou a possibilidade, apontada por Lula, do partido não ter candidato à Presidência em 2022.
Marta, porém, defendeu o governador da Bahia, Rui Costa (PT), que defendeu uma frente ampla nas eleições presidenciais e elogiou o governador do Maranhão, Flávio DIno (PCdoB), possível candidato à Presidência. “Dino é muito bom”, ressaltou.
Marta e o ex-presidente tucano também criticaram Márcio França (PSB), ex-vice governador de Geraldo Alckmin (PSDB), que, segundo reportagem do Globo, poderá formar aliança com Bolsonaro no 2º turno. "Acho um erro dele (França)", disse FHC. França também buscou uma aliança com Marta, que não rendeu. O PSB decidiu colocar o PDT, de Ciro Gomes, no cargo de vice da candidatura através da Antonio Neto.
