‘Não quero ser mártir. Quero seguir fazendo política para abrir caminhos para as mulheres’, afirma Talíria Petrone

A deputada federal contou à TV 247 a virada que deu sua vida após ter sido ameaçada de morte e obrigada a deixar a casa onde vivia por temer pela própria segurança. “Eu não posso chamar isso de outra coisa senão exílio, é chocante”, falou. Assista

Talíria Petrone
Talíria Petrone (Foto: Arquivo pessoal)
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247 - A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) contou à TV 247 os prejuízos que foram causados à sua vida pessoal pelas ameaças de morte que recebeu, além das denúncias de que haviam planos para seu assassinato. A parlamentar relatou que precisou deixar o Rio de Janeiro porque não era possível que as autoridades garantissem sua segurança no território que a elegeu.

Talíria afirmou que não quer ser um mártir e seu desejo é continuar fazendo política em favor da população negra e das mulheres. Desta forma, a congressista decidiu, com seu companheiro e sua filha, deixar a casa onde morava. “A gente avançou em um patamar de riscos vinculados ao território do Rio de Janeiro. A orientação de pessoas do nosso campo, do campo da segurança pública mas no campo progressista, foi de sair do Rio até que se consiga reorganizar a segurança. Assim fiz. Ninguém quer ser mártir, ter um corpo morto para servir de exemplo, ninguém quer, eu não quero. Eu quero seguir viva fazendo muita política para ocupar muitos espaços e abrir caminhos para todas as outras mulheres”.

“Foi a segunda vez que eu fui obrigada a sair de casa. Primeiro eu mudei de bairro, de apartamento, saí de um lugar que eu morava há anos e que eu adorava por conta de ameaças e agora mudei de novo. Isso é um absurdo”, completou.

Vivendo praticamente na clandestinidade e não podendo nem ter votado nas últimas eleições municipais, Talíria afirmou que sua situação atual é de exílio. “Eu não posso chamar isso de outra coisa senão exílio, é chocante. Eu ia de ônibus e de bicicleta para a Câmara Municipal de Niterói no início do mandato, hoje eu não vou à padaria sem uma escolta policial e não ando fora de um carro blindado. Isso é uma coisa muito chocante e que revela a fragilidade da democracia brasileira”.

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