"Nunca vi nada parecido", diz deputada Beth Sahão sobre agressões da PM a manifestantes na Alesp

Policiais utilizaram cassetetes e spray de pimenta para reprimir manifestantes contrários à privatização da Sabesp, veja as cenas

Beth Sahão e policial militar jogando spray de pimenta contra manifestantes na Alesp
Beth Sahão e policial militar jogando spray de pimenta contra manifestantes na Alesp (Foto: Mauricio Garcia de Souza/ALESP | Reprodução)


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247 - Indignada e ainda com certa dificuldade para falar devido ao efeito do gás lacrimogêneo, a deputada estadual Beth Sahão (PT) gravou um vídeo para relatar a situação tensa no plenário da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) durante a sessão na qual seria votado o Projeto de Lei do governo estadual para privatizar a Sabesp, nesta quarta-feira (6).

A Polícia Militar de São Paulo, subordinada ao governador bolsonarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), agrediu manifestantes e parlamentares que estavam no local protestando contra a privatização. Os policiais utilizaram cassetetes e spray de pimenta. O presidente da Assembleia, André do Prado (PL), suspendeu a sessão e a galeria foi esvaziada. 

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“A polícia não pode, no interior do parlamento, do principal parlamento da América Latina que é a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, jogar bomba de gás lacrimogêneo em deputados que estão ali fazendo seu exercício democrático, cumprindo seu trabalho, sua função”, afirmou a deputada. Confira a nota de Beth Sahão na íntegra:

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“O que aconteceu hoje aqui na Assembleia, em 20 anos de Casa que eu tenho, nunca aconteceu isso; nunca. Nós já tivemos manifestações, protestos, pessoas que vêm e que colocam suas palavras de ordem, que cantam, que vaiam, que aplaudem e sempre a polícia ficou por perto. Acontece que hoje houve um certo exagero por parte do pessoal que estava lá e a polícia jogou gás lacrimogêneo. Nós ficamos meia hora, praticamente, trancados lá, com as portas trancadas sem conseguir respirar e até agora estamos sentindo o efeito desse gás. Deputados, deputadas que estavam ali, no seu livre exercício democrático de expressar suas opiniões  e suas respectivas votações. Servidores que nos dão toda assessoria, todo suporte, todo mundo ficou absolutamente prejudicado. Gente idosa, mulheres grávidas que estavam ali. Isso jamais poderia acontecer. A polícia não pode, no interior do parlamento, do principal parlamento da América Latina que é a Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, jogar bomba de gás lacrimogêneo em deputados que estão ali fazendo seu exercício democrático, cumprindo seu trabalho, sua função. Isso é inadmissível e os responsáveis têm que ser, sim, punidos e nós vamos exigir que isso aconteça."

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