OAB diz que família do congolês Moïse Kabagambe desiste de concessão de quiosque: 'estão com medo'
A informação foi dada pelo procurador da comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Rodrigo Mondego. "Eles desistiram de assumir, não querem mais, por medo", disse
247 - O procurador da comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), Rodrigo Mondego, informou que a família do congolês Moïse Kabagambe não quer assumir os quiosques Biruta e Tropicália e desistirá da concessão. O africano morreu após ser espancado na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, no dia 24 de janeiro.
"Eles desistiram de assumir, não querem mais, por medo", afirmou o advogado. A informação foi dada pelo jornalista Ancelmo Gois, do jornal "O Globo".
Membros da Prefeitura do Rio terão uma conversa com a família do congolês na próxima semana. De acordo com o procurador, outras alternativas poderão ser discutidas para um local de homenagem a Moïse, ou até assumir outros quiosques em locais diferentes.
"Eles querem marcar com a prefeitura para conversar. Eles aceitam outro quiosque, podem aceitar outra alternativa. Mas não aceitam ficar ali porque não vão se sentir seguros nunca. Porque já disseram que não vão sair de lá", disse ele.
Um vídeo gravado por uma câmera de segurança do quiosque Tropicália, na Praia da Barra da Tijuca, mostrou a ação dos homens contra o congolês.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
