Pacheco reage a pressão e decidirá até o fim de maio se vai disputar governo de MG
Senador amplia articulação com PT e diz que decidirá até o fim de maio sobre candidatura em Minas após surgirem nomes alternativos no grupo de Lula
247 - O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) intensificou os movimentos políticos e passou a sinalizar de forma mais clara que pode disputar o governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. A movimentação ocorre em meio a dúvidas, dentro do campo aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre o grau de compromisso do parlamentar com a construção de uma candidatura no estado.
Segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles, Pacheco estabeleceu um prazo para tomar uma decisão definitiva e ampliou o diálogo com lideranças do PT para discutir cenários eleitorais em Minas. “Vou analisar. Acho que, até o fim deste mês de maio, é um bom tempo”, afirmou o senador na terça-feira (5/5).
A possibilidade de candidatura do ex-presidente do Senado já vinha sendo tratada como prioridade dentro do grupo político de Lula, especialmente após sua filiação ao PSB, movimento visto como estratégico para viabilizar o projeto eleitoral no estado. No entanto, a hesitação em confirmar publicamente a disputa gerou ruídos recentes.
Pressão interna e novos nomes no radar
O ambiente político se deteriorou após episódios que aumentaram a desconfiança entre aliados do governo federal. Um deles foi a derrota de Jorge Messias na tentativa de indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o que contribuiu para tensionar as relações no entorno político.
Diante desse cenário, uma ala do PT passou a considerar alternativas para a disputa em Minas Gerais. Entre os nomes mencionados está o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), que aparece com competitividade em pesquisas de intenção de voto.
Outro nome cogitado é o do empresário Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar, figura histórica ligada aos governos Lula. A eventual entrada de novos nomes reforça a pressão sobre Pacheco para uma definição mais rápida.
Aliados defendem viabilidade de Pacheco
Integrantes próximos ao senador reagiram às especulações sobre substitutos, destacando fragilidades dos possíveis concorrentes internos. No caso de Kalil, aliados apontam índices elevados de rejeição em determinados segmentos do eleitorado mineiro.
Já em relação a Josué Alencar, a avaliação é de que sua ausência prolongada da política estadual poderia dificultar a consolidação de uma candidatura competitiva no curto prazo.
Apesar das divergências, Pacheco avalia que os ruídos recentes foram parcialmente superados. Segundo sua leitura, houve sinalizações positivas do entorno do presidente Lula para manter seu nome como principal aposta do grupo.
Prazo e articulação com o PT
A estratégia do senador agora é utilizar as próximas semanas para consolidar apoios e avaliar as condições políticas para entrar na disputa. O prazo estabelecido até o fim de maio é visto como decisivo para a definição.
Nos bastidores, o parlamentar intensificou conversas com dirigentes petistas e lideranças locais, buscando alinhar expectativas e fortalecer a construção de uma candidatura unificada.
A eleição em Minas Gerais é considerada uma das mais complexas do país, tanto pelo peso político do estado quanto pela fragmentação do cenário partidário, o que aumenta a importância de decisões estratégicas nos próximos meses.

