Perícia do MP-RJ foi feita a toque de caixa e ignorou possível adulteração de registros do condomínio de Bolsonaro

Documento apresentado à Justiça revela que a perícia feita pelo Ministério Público das gravações da portaria do condomínio de Bolsonaro não avaliou a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado antes de ser entregue às autoridades, informa a Folha de S.Paulo

Promotoras do MP-RJ dão coletiva sobre envolvimento do nome de Bolsonaro no caso Marielle
Promotoras do MP-RJ dão coletiva sobre envolvimento do nome de Bolsonaro no caso Marielle (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - A perícia realizada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre as gravações das ligações na portaria do condomínio Vivendas da Barra, onde Jair Bolsonaro tem duas casas, foi feita a toque de caixa antes da coletiva de imprensa feita pelo órgão nesta quarta-feira 30, informa reportagem da Folha de S.Paulo.

Ontem, as promotoras responsáveis pela investigação do caso diseram a jornalistas que o porteiro mentiu e, mesmo sem haver conclusão, afirmaram que foi o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado de ser o autor dos disparos contra a vereadora Marielle Franco (PSOL), quem autorizou a entrada de Élcio Queiroz, acusado de ser o motorista do veículo usado no crime.

A perícia não considera, por exemplo, a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado antes de ser entregue às autoridades, de acordo com um documento entregue à Justiça. O Ministério Público não se manifestou sobre as lacunas da perícia, segundo a Folha.

Reportagem do Jornal Nacional na noite de terça-feira 29 revelou trechos do depoimento de um porteiro do condomínio, em que ele afirmou que Élcio de Queiroz chamou pela casa 58 (que pertence a Jair Bolsonaro) para entrar. O porteiro teria interfonado para a casa, onde segundo ele um homem que se identificou como "seu Jair", teria liberado.

No dia seguinte, Carlos Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais mostrando que o porteiro teria ligado, na verdade, para a casa 65, onde mora Ronie Lessa. E que ele teria autorizado a entrada de Élcio.

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