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Pista falsa: polícia confirma que crianças vistas em hotel de SP não são os irmãos desaparecidos no Maranhão

Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi localizado em uma área de mata

Isabelle, de 6 anos, e Michael, de 4 (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Civil de São Paulo confirmou nesta segunda-feira (26) que as duas crianças encontradas em um hotel na República, no centro de São Paulo, após uma denúncia não são Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, irmãos desaparecidos desde 4 de janeiro em Bacabal (MA). A informação foi divulgada originalmente pelo UOL. 

Na última semana, autoridades de São Paulo haviam recebido uma denúncia anônima afirmando que os irmãos, que estão desaparecidos há quase um mês, teriam sido vistos por volta das 18h do sábado (24) em um hotel no bairro da República, na região central da capital paulista. A SSP-SP notificou imediatamente a Polícia Civil do Maranhão e iniciou diligências para confirmar a veracidade da informação. 

Equipes da Divisão Antissequestro da Polícia Civil paulista foram ao local indicado na denúncia e constataram que as crianças encontradas no hotel não eram Ágatha e Allan. Com isso, as autoridades descartaram a pista como falsa, reforçando que não há indícios de que os irmãos tenham estado na capital paulista. 

Ágatha e Allan desapareceram no dia 4 de janeiro no povoado São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), quando brincavam em uma área de mata próxima à sua residência. Desde então, uma força-tarefa com mais de 500 pessoas — entre Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Marinha e voluntários — busca pelos irmãos no Maranhão, sem sucesso até o momento. 

Três dias após o desaparecimento, o primo das crianças, Anderson Kauã, de 8 anos, foi localizado em uma área de mata por produtores rurais e posteriormente colaborou com as investigações, indicando trajetos e pontos onde pode ter estado com os irmãos antes de se separar deles. 

Com o avanço das buscas e a ausência de pistas concretas nos locais inicialmente explorados, autoridades reduziram a intensidade das operações em campo e intensificaram o foco em investigações civis e análises de informações recebidas de outras regiões — como no caso da denúncia de São Paulo, agora considerada infundada. 

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, havia afirmado que todas as informações repassadas seriam devidamente checadas, em cooperação com forças policiais de outros estados, mas também alertou para os prejuízos causados por informações falsas ao trabalho de busca pelas crianças. 

O caso continua sob investigação, com as equipes policiais mantendo todas as linhas de apuração em aberto e trabalhando para encontrar os irmãos desaparecidos. Enquanto isso, qualquer nova pista relevante é imediatamente verificada pelas autoridades dos dois estados.