Sara York é eleita para a Academia de Letras do Rio de Janeiro e passa a ocupar a cadeira de Nelson Rodrigues
Apresentadora da TV 247 também foi homenageada pelo Ministérios dos Direitos Humanos com a premiaçãoLuiz Gama
247 - A educadora, jornalista e pesquisadora Sara Wagner York foi eleita por unanimidade para integrar a Academia de Letras e Artes do Estado do Rio de Janeiro (ACLERJ). Sara, uma mulher trans que também é apresentadora do programa Tech Talk, da TV 247, vai ocupar a cadeira de número 13, cujo patrono é Nelson Rodrigues.
A ACLERJ reúne escritores, artistas e pesquisadores com atuação relevante no cenário fluminense, e a presença de uma mulher trans também sinaliza mudanças importantes nos critérios de reconhecimento cultural e intelectual no país.
Em dezembro, durante a Conferência Nacional LGBTI do governo federal, Sara York recebeu o Prêmio Luiz Gama de Direitos Humanos, concedido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC).
O Prêmio Luiz Gama de Direitos Humanos é concedido a personalidades e iniciativas que se destacam na promoção da cidadania, no enfrentamento às desigualdades e na defesa dos direitos fundamentais. A homenagem ocorreu no principal espaço de formulação e debate das políticas públicas voltadas à população LGBTI no país, reunindo representantes do governo, da sociedade civil e de movimentos sociais.
Esses dois reconhecimentos recentes dialogam diretamente com a trajetória construída por Sara ao longo dos últimos anos. Mestre em educação, ela atua como pesquisadora das subjetividades e como educadora, com produção voltada à reflexão crítica sobre sociedade, diversidade e democracia.
No campo da comunicação, Sara Wagner York consolidou-se como uma das apresentadoras da TV 247. No canal, participa da mediação e condução de programas dedicados à análise política, aos direitos humanos e à conjuntura nacional, articulando entrevistas, debates e leituras críticas dos principais acontecimentos do país.
Sua atuação na TV 247 reforça o compromisso do veículo com o pluralismo de ideias e com a presença de perspectivas historicamente marginalizadas no debate público. A partir desse espaço, Sara construiu interlocução constante com pesquisadores, ativistas, parlamentares e representantes da sociedade civil.
A premiação concedida pelo Ministério dos Direitos Humanos e a nomeação para ocupar a cadeira na Academia de Letras não aparecem, portanto, como fatos isolados, mas como desdobramentos de uma trajetória marcada pela presença pública, pela produção de conhecimento e pela comunicação comprometida com temas centrais da sociedade brasileira contemporânea.



