Vídeo registra professora passando mal em academia antes de morrer após intoxicação em piscina
Além de Juliana, outras pessoas também foram afetadas pela intoxicação
247 - Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, antes de ela morrer após ser intoxicada em uma piscina de academia na zona leste de São Paulo. O caso ocorreu na unidade C4 GYM, no bairro Parque São Lucas, e está sendo investigado pela Polícia Civil como resultado de uma reação química provocada por substâncias lançadas na água.A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Imagem mostra o momento em que Juliana deixa a área da piscina e passa mal na recepção da academia, ainda vestindo trajes de banho. Nas imagens, ela aparece agachada, depois se senta e demonstra dificuldade para respirar, enquanto outras pessoas se aproximam para tentar ajudá-la.
A movimentação dura alguns minutos, até que a professora é levantada e levada para fora do local. Pouco tempo depois, ela foi encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu. Juliana morreu no último domingo (8), após sofrer uma parada cardíaca, depois de dar entrada em um hospital de Santo André.
Segundo a Polícia Civil, a professora foi vítima de intoxicação causada por cloro misturado a um produto ainda não identificado, o que teria provocado uma reação química dentro da piscina durante a aula de natação. Nove pessoas participavam da atividade no momento do incidente.
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (9), o delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, afirmou que “o cloro colocado na água estava misturado com um produto ainda não identificado”. A polícia tenta agora identificar a substância e apurar responsabilidades pelo ocorrido.De acordo com relatos de testemunhas, os alunos perceberam um forte odor químico logo após a aplicação do produto na piscina. Em seguida, começaram a sentir ardência nos olhos, no nariz e nos pulmões, além de apresentarem episódios de vômito, o que provocou correria e pedidos de socorro dentro da academia.
Além de Juliana, outras pessoas também foram afetadas pela intoxicação. O marido dela, Vinicius de Oliveira, e um adolescente de 14 anos permanecem internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O jovem apresentou bolhas no pulmão, segundo informações médicas. Outras duas vítimas, identificadas como Eduardo e Tabata, foram medicadas e já receberam alta.
O velório e o enterro da professora aconteceram nesta segunda-feira (9), no Cemitério da Quarta Parada, em São Paulo, sob forte comoção de familiares e amigos. Juliana tinha 27 anos e dava aulas, sendo descrita por pessoas próximas como dedicada e muito querida por alunos e colegas.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer como a mistura foi feita, quem foi o responsável pela aplicação do produto na piscina e se houve negligência ou falha nos protocolos de segurança da academia. A C4 GYM ainda não teve sua eventual responsabilidade detalhada pelas autoridades, e o inquérito deve ouvir funcionários, responsáveis técnicos e testemunhas nos próximos dias.
