Witzel confronta o clã: "Flávio Bolsonaro já deveria estar preso"

O governador do Rio, Wilson Witzel, voltou a criticar a família Bolsonaro após uma operação da Polícia Federal ser desencadeada contra o Executivo estadual. "Na família de Bolsonaro, a PF engaveta inquéritos, vaza informações. Senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, lavagem de dinheiro, já deveria estar preso", disse

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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247 - O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, voltou a criticar a família Bolsonaro após uma operação da Polícia Federal ser desencadeada nesta terça-feira (26) contra o Executivo estadual. O objetivo é apurar gastos de R$ 1 bilhão na construção de hospitais de campanha durante a pandemia no Rio. A Polícia Federal apreendeu celulares de Witzel. 

"Na família de Bolsonaro, a PF engaveta inquéritos, vaza informações. Senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, lavagem de dinheiro, já deveria estar preso", afirmou Witzel, de acordo com relatos da CNN. "PF deveria fazer seu trabalho com a mesma celeridade com que passou a fazer aqui no RJ pq o presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem a alternativa de me perseguir", disse. 

De acordo com o governador, as acusações são "levianas". "Está se iniciando  um ato de perseguição política no País. O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores considerados inimigos", acrescentou. 

O governador também classificou a operação como um "ato de violência" contra o Estado Democrático. "A narrativa construída é absolutamente fantasiosa. Todas as irregularidades estão sendo investigadas por determinação minha", continuou. 

As críticas a Jair Bolsonaro por conta da operação vieram porque ele é investigado por tentativas de interferência da PF, conforme denunciou, no dia 24 de abril, pelo então ministro Sérgio Moro (Justiça), e também pelo fato de que Witzel é potencial adversário na eleição presidencial de 2022. Outro detalhe é que deputados bolsonaristas já comemoravam a operação antes de a mesma se desencadeada. 

O governador do Rio também demonstrou indignação pelo Twitter. "Indigna-me o fato de que deputados bolsonaristas tenham anunciado em redes sociais nos últimos dias uma operação da Polícia Federal direcionada a mim, o que demonstra limpidamente que houve vazamento.  A interferência anunciada pelo presidente da república está oficializada", escreveu. 

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Os pedidos de busca e apreensão na residência oficial de Witzel tiveram como base comprovantes de pagamento para o escritório da primeira-dama do Rio, Helena Witzel, com serviços na área de saúde. 

Flávio Bolsonaro

Ao citar o filho de Jair Bolsonaro, Witzel fez referência à revelação do empresário Paulo marinho. O suplente do senador Flávio Bolsonaro disse ter provas para comprovar as acusações de que o parlamentar foi informado previamente por um delegado da Polícia Federal que o seu então assessor, Fabrício Queiroz, seria alvo de uma operação, postergada para favorecer a candidatura de Jair Bolsonaro em 2018.

Queiroz está envolvido em um esquema de lavagem de dinheiro que ocorria na Assembleia Legislativa do Rio quando o filho de Jair Bolsonaro era deputado estadual. Queiroz movimentou R$ 7 mihões em de 2014 a 2017, de acordo com relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras).

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