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Bornhausen acusa Jorginho de oferecer R$ 300 milhões por desistência de pré-candidato em SC

O parlamentar Jorge Bornhausen não apenas fez a acusação como também anunciou que pretende acompanhar de perto o destino do dinheiro supostamente prometido

Jorge Bornhausen e Jorginho Mello (Foto: Reprodução/Redes Sociais I Roberto Zacarias/Divulgação)

247 - O senador Jorge Bornhausen acusou o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), de ter oferecido R$ 300 milhões em investimentos ao prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), como contrapartida pela desistência do chefe do Executivo municipal de disputar o governo do estado. As declarações foram publicadas pelo portal SC em Pauta e repercutiram no cenário político catarinense.

O parlamentar não apenas fez a acusação como também anunciou que pretende acompanhar de perto o destino dos recursos supostamente prometidos. O senador deixou claro que responsabilizará o governador caso as irregularidades se confirmem.

"Vou cobrar o que ele fará com os R$ 300 milhões, a quem cobrarei sua leniência com a corrupção", declarou o parlamentar, sinalizando disposição para pressionar publicamente o governador sobre o episódio.

A acusação ganha contornos políticos relevantes diante do cenário eleitoral que começa a se desenhar em Santa Catarina. João Rodrigues figura entre os principais pré-candidatos ao governo do estado e aparece como o adversário mais bem posicionado contra Jorginho Mello nas pesquisas de intenção de voto, ainda que com distância considerável do atual governador.

Levantamento da Real Time Big Data, divulgado em 4 de dezembro, aponta Jorginho Mello como líder absoluto na corrida pelo Palácio Konder Reis. Em um dos cenários simulados, o governador registra 48% das intenções de voto, contra 22% de João Rodrigues. Em outra projeção, a vantagem se mantém: Jorginho aparece com 49%, enquanto o prefeito de Chapecó marca 25%.

Além de Rodrigues, a pesquisa também testou o desempenho de outros possíveis adversários do governador, como o presidente do Sebrae, Décio Lima (PT), e o prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), ambos distantes do líder nas simulações.

A denúncia de Bornhausen introduz um elemento de tensão na disputa interna da direita catarinense, revelando rachaduras entre aliados em um estado onde o campo conservador domina o cenário político há anos.

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