Carol Dartora sobre caso Borba Gato: “nossos heróis não viraram estátuas, eles lutaram contra quem virou”

Para a vereadora de Curitiba, as estátuas de racistas e escravizadores espalhadas pelo Brasil representam uma violência contra o povo preto: “crime é a gente ter que olhar todos os dias para a estátua de um criminoso”. Assista na TV 247

Carol Dartora
Carol Dartora (Foto: Reprodução | Rodrigo Fonseca/CMC)
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247 - Vereadora de Curitiba, Carol Dartora (PT) falou à TV 247 sobre o ato promovido pelo grupo Revolução Periférica que colocou fogo na estátua de Borba Gato, bandeirante explorador de indígenas em São Paulo no último sábado (24), dia da mobilização nacional por Fora Bolsonaro.

Ela citou a frase conhecida entre os povos indígenas - mas de autor desconhecido - para lembrar que as estátuas de racistas e escravizadores espalhados pelo País são uma violência contra o povo preto e contra os verdadeiros heróis desta comunidade. 

“Como é que as pessoas não pensam que a gente convive com a presentificação de um racista, de um escravista, de uma pessoa violenta que promoveu o genocídio de populações indígenas e a gente convive com essa história que louva as pessoas. E aí quando alguém vai lá e coloca fogo essa pessoa é criminalizada por que ela traz outra perspectiva da história, a nossa perspectiva da história? A perspectiva de que crime é o que aquela figura, o Borba Gato, cometeu. Ele sim era um criminoso. Crime é a gente ter que olhar todos os dias para a estátua de um criminoso, promovendo essa violência simbólica contra nós. Tem uma frase que eu gosto muito que diz: ‘nossos heróis não viraram estátuas, nossos heróis morreram lutando contra quem virou’”.

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Sobre a prisão do líder dos entregadores de aplicativos e integrante do grupo Revolução Periférica Paulo Galo, a vereadora disse: “essa prisão demonstra justamente essa criminalização desse tempo em que a gente está vivendo. Muita gente fala que é uma ditadura, mas a gente não pode realmente dizer que estamos em uma ditadura, mas as instituições que deveriam ser responsáveis por garantir os nossos direitos, por garantir a liberdade, por garantir a democracia reproduzem essa criminalização dos movimentos sociais. Então é um absurdo. Acho que o ato deles traz muito simbolismo. Foi um ato de resignificação”.

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