247 – A Defensoria Pública do Paraná publicou nota em que classificou como estarrecedora o conteúdo da sentença condenatória da juíza Inês Marchalek Zarpelon, da 1ª Vara Criminal de Curitiba, que ao sentenciar sete pessoas por organização criminosa mencionou a raça de um dos réus para justificar a sentença.
“Não se pode tolerar, de nenhuma forma e de quem quer que seja, que a raça ou a cor da pele de uma pessoa seja motivo de valoração negativa ou influencie presunções sobre sua conduta e sua personalidade, tampouco que fundamente juízo condenatório ou maior repressão penal”, destaca a nota da Defensoria.
O documento da sentença diz que o grupo criminoso fazia assaltos e roubava celulares no centro de Curitiba.
“Seguramente integrante do grupo criminoso, em razão da sua raça, agia de forma extremamente discreta os delitos e o seu comportamento, juntamente com os demais, causavam o desassossego e a desesperança da população, pelo que deve ser valorada negativamente (sic)”, afirmou Inês.

❗ Se você tem algum posicionamento a acrescentar nesta matéria ou alguma correção a fazer, entre em contato com redacao@brasil247.com.br.
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no Telegram do 247 e no canal do 247 no WhatsApp.
Apoie o jornalismo independente do 247:







Participe da discussão