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Marinha investiga barco pirata que atropelou casal se beijando em jet ski em SC (vídeo)

A Marinha do Brasil instaurou um inquérito para investigar a colisão

Casal se beijava em moto aquática quando foi atropelado por 'barco pirata' em Balneário Camboriú (Foto: Foto: NSC TV/Reprodução)

247 - A Marinha do Brasil instaurou um inquérito para investigar a colisão entre uma embarcação turística e uma moto aquática em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina. O caso foi divulgado pelo g1 SC e ocorreu no domingo (15), na saída da Barra do Rio Camboriú.

Segundo as informações iniciais, um casal que estava em uma moto aquática parada foi atingido por um barco turístico temático, conhecido como “barco pirata”. No momento do impacto, as vítimas se beijavam sobre o veículo aquático. Apesar da gravidade da cena, ambos não sofreram ferimentos graves.

A Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí informou, em nota, que o objetivo da investigação é esclarecer as causas, circunstâncias e eventuais responsabilidades pelo acidente. Logo após a colisão, uma equipe com quatro militares foi enviada ao local para realizar os primeiros levantamentos e colher depoimentos dos envolvidos.

Imagens registradas por testemunhas mostram o momento em que o barco se aproxima da moto aquática sem desviar. Pessoas que acompanhavam a cena à distância tentaram alertar a embarcação maior sobre a presença do casal instantes antes da batida, mas não houve tempo para evitar o impacto.

O episódio ocorreu em uma área de intenso tráfego náutico, onde circulam embarcações turísticas e veículos aquáticos, comuns em Balneário Camboriú, um dos principais destinos turísticos do litoral catarinense.

De acordo com informações preliminares, o piloto do barco não teria visualizado a moto aquática, que estava parada em um canal de manobra. A dinâmica exata do acidente ainda será determinada pelas investigações em andamento.

Em nota, o Grupo Barco Pirata afirmou que a moto aquática não estava no campo de visão da embarcação e destacou limitações operacionais do tipo de veículo. Segundo a empresa, manobras de desvio exigem tempo e espaço maiores. “O Grupo Barco Pirata informa ainda que está notificando a Marinha do Brasil sobre o ocorrido e irá prestar todas as informações necessárias às autoridades competentes, colaborando integralmente com a apuração dos fatos”.

A empresa responsável pela locação da moto aquática também se manifestou, informando que o condutor era habilitado, com documentação regular e seguro vigente. A companhia afirmou ainda que prestou assistência imediata às vítimas. “A empresa também informa que está colaborando integralmente com as investigações conduzidas pela Marinha do Brasil, prestando todos os esclarecimentos solicitados pelas autoridades competentes”.

O Grupo Barco Pirata acrescentou que a embarcação navegava dentro do canal de navegação considerado adequado para o trajeto e ressaltou que a área não seria apropriada para permanência de motos aquáticas paradas. A empresa também declarou que irá apurar “as circunstâncias e as motivações que levaram o jetski a não desviar da rota da embarcação”.

As investigações seguem em andamento, e a Marinha deve analisar imagens, depoimentos e condições de navegação para determinar eventuais responsabilidades no caso.