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MP instaura inquérito para investigar delegado bolsonarista envolvido no caso Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito civil para investigar a conduta do delegado

Cão Orelha (Foto: Reprodução/Redes sociais)

247 - O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou um inquérito civil para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, no âmbito do caso envolvendo a morte do chamado “cão Orelha”. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.

A apuração foi formalizada pela 40ª Promotoria de Justiça, órgão encarregado do controle externo da atividade policial, após análise preliminar do material reunido. O procedimento, que inicialmente tramitava como fase preparatória, foi elevado à condição de inquérito civil na última sexta-feira (13), ampliando o escopo investigativo.

O foco da investigação é verificar se o delegado-geral cometeu irregularidades como abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas relacionadas ao inquérito policial e improbidade administrativa — conduta caracterizada pela violação de princípios legais e éticos por agentes públicos.

Com a abertura formal do inquérito, Ulisses Gabriel terá o prazo de 15 dias para apresentar sua manifestação sobre os fatos apurados e os fundamentos jurídicos levantados pelo Ministério Público. Após essa etapa, a Promotoria deverá definir quais medidas legais serão adotadas, com base nas conclusões da análise.

O caso do “cão Orelha”, que envolve denúncias e repercussão pública significativa, já vinha sendo acompanhado por órgãos de controle e motivou a criação de uma força-tarefa para análise de grande volume de provas, incluindo cerca de mil horas de vídeos.

Em declarações anteriores, o delegado-geral afirmou não ver irregularidades em sua atuação e disse estar disposto a colaborar com as investigações. “Estou absolutamente tranquilo”, declarou ao comentar o caso.Na mesma ocasião, Ulisses Gabriel também mencionou questionamentos sobre a origem de denúncias feitas ao Ministério Público, sugerindo motivações políticas. Segundo ele, “há informações de dezenas de representações no MP apresentadas por movimentos políticos e motivações escusas ideológicas contra a PC de SC”.

A investigação segue em andamento e poderá resultar em medidas administrativas ou judiciais, a depender da conclusão do Ministério Público sobre a conduta do delegado no caso.