Não basta não cantar o hino gaúcho, queremos destruir as simbologias e os falsos heróis, diz vereador de Porto Alegre

Vereador Matheus Gomes, que junto com a bancada negra da Câmara Municipal não se levantou no momento de cantar o hino do Rio Grande do Sul na cerimônia de posse, por conter nele uma frase racista, ressalta que o racismo precisa ser combatido nas tradições e nas instituições. Assista na TV 247

Matheus Gomes
Matheus Gomes (Foto: Divulgação/Câmara de Vereadores de Porto Alegre)
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247 - O vereador de Porto Alegre Matheus Gomes (PSOL-RS) ganhou espaço no noticiário nacional no último final de semana após, juntamente com colegas da bancada negra da Câmara Municipal da capital, se recusar a cantar o hino do Rio Grande do Sul durante cerimônia de posse por se opor a um verso racista da canção.

À TV 247, o parlamentar explicou que o protesto faz parte da luta de sua geração de negros contra tradições, simbologias e narrativas racistas e falsos heróis da história do estado.

Para ele, é necessário fazer reflexões sobre simbolismos racistas ainda presentes na sociedade para que seja possível fazer também o enfrentamento de práticas de discriminação que ocorrem atualmente. “Nós estamos hoje fazendo o papel da nossa geração, como outras gerações de negros e negras já fizeram, que é olhar para as tradições e questioná-las para que a gente pense em quais conflitos da atualidade elas se inserem. Nós tivemos aqui no Rio Grande do Sul, há menos de dois meses, um dos assassinatos mais brutais da nossa história recente que chocou o Brasil e o mundo: do Beto [Freitas] no Carrefour. Nós estamos falando disso, da manutenção de práticas de violência, da intensificação de uma forma de dominação racial que não pode estar contida naquilo que em tese unifica a identidade do nosso estado, que é o seu hino”.

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