Anvisa interdita leite condensado por bactéria
A medida foi publicada nesta segunda-feira (2)
247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita após a reprovação de um lote em teste microbiológico. A medida foi publicada nesta segunda-feira (2) e ocorre depois de a análise identificar níveis acima do permitido da bactéria Staphylococcus aureus, micro-organismo associado a casos de intoxicação alimentar.
De acordo com a agência, o produto foi reprovado no teste de Estafilococos Coagulase Positiva (ECP), procedimento que avalia a presença da bactéria em alimentos, bebidas e embalagens. Em concentrações elevadas, o Staphylococcus aureus pode provocar intoxicação alimentar e outros problemas de saúde, o que motivou a retirada cautelar do lote do mercado até a conclusão das apurações.
Além da interdição do leite condensado, a Anvisa informou que identificou irregularidades em dois suplementos alimentares: Glicojax e Durasil. Segundo o órgão regulador, ambos têm origem desconhecida e utilizam propagandas consideradas enganosas, o que infringe a legislação sanitária brasileira.
No caso do Glicojax, a agência aponta que o produto afirma oferecer benefícios terapêuticos como auxílio no controle da glicose sanguínea, suporte cardiovascular, apoio à saúde metabólica e controle do diabetes. A Anvisa esclarece que essas alegações não têm comprovação científica e reforça o alerta: “ATENÇÃO: suplementos alimentares não são medicamentos e não podem oferecer tratamento para doenças. A diabetes é uma doença com alto risco e é preciso acompanhamento médico.”
Já o suplemento em gotas da marca Durasil prometia aliviar dores e melhorar a função erétil. Assim como o Glicojax, o produto não possui fabricante identificado, o que, segundo a Anvisa, configura irregularidade sanitária e motivou a suspensão de sua comercialização.
A agência orienta consumidores a não utilizarem os produtos atingidos pelas medidas e a buscarem informações nos canais oficiais em caso de dúvidas. As ações fazem parte do monitoramento de rotina para reduzir riscos à saúde pública e coibir a oferta de itens fora dos padrões exigidos.