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Lula: 'o Brasil tem condição de produzir 100% dos seus próprios remédios'

"Quero o Brasil soberano na questão da saúde", afirmou o presidente durante visita à fábrica Aché, no Grande Recife

Lula com lideranças em Pernambuco (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou nesta sexta-feira (13) a importância dos investimentos na produção farmacêutica brasileira. Ele visitou a fábrica da Aché, que fornece insumos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e fica no município do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O empreendimento tem cerca de 250 mil metros quadrados. A nova fase do laboratório tem 13.565 mil m² e nela foram investidos R$ 267 milhões. A previsão é de que ela seja inaugurada em 2026. Mais de R$ 1,06 bilhão foram aplicados desde 2019.

“A gente tratava o Brasil como se fosse incapaz de produzir seus próprios remédios. Hoje, 60% dos remédios já são produzidos no Brasil. Temos condições de produzir 100% dos nossos remédios”, disse Lula. “Você pode ter certeza que se tem alguém que sonha em chegar a 100% sou eu, porque eu quero o Brasil soberano na questão da saúde. Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios", afirmou o presidente.

Em seu discurso, o presidente também mencionou a Nova Indústria Brasil (NIB), que prevê investimentos de R$ 300 bilhões em vários setores da indústria até 2026. Só na área da saúde estão previstos R$ 57,4 bilhões.

Um dos eixos do programa é "forte complexo econômico e industrial da saúde", para atingir 70% das necessidades nacionais na produção de medicamentos, vacinas, materiais, dispositivos médicos, e outros insumos e tecnologias em saúde.

De acordo com a empresa, os remédios produzidos pela nova planta serão destinados majoritariamente a hospitais e, consequentemente, ao SUS. A fábrica gera 259 empregos diretos e outros 173 indiretos, totalizando 432 postos de trabalho atualmente. Na fase que está em construção, deverão ser contratados mais 150 trabalhadores até 2030.

Do valor de R$ 1,06 bilhão, 55% foram aportados pela União, por meio do Banco do Nordeste (BNB) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os outros 45% vieram de recursos próprios do laboratório.

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