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Uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros registra forte crescimento, diz levantamento

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo IBGE, afirma que o percentual de jovens que experimentaram vape quase dobrou em cinco anos

Cigarros eletrônicos (Foto: Joédson Alves/Agência Brasil)

247 - O uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes brasileiros registrou forte crescimento nos últimos anos e atingiu 29,6% dos estudantes de 13 a 17 anos em 2024. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (25). As informações são do jornal Folha de São Paulo.

De acordo com o levantamento, o percentual de jovens que já experimentaram vape quase dobrou em cinco anos, passando de 16,8% em 2019 para o índice atual. A pesquisa tem nível de confiabilidade de 95%.

O consumo é mais frequente entre meninas, com 31,7%, em comparação a 27,4% entre meninos. Também é mais elevado entre alunos da rede pública, onde chega a 30,4%, enquanto na rede privada o índice é de 24,9%.

Dados por região

O avanço do uso de vape foi registrado em todas as regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, onde a proporção subiu de 23,7% para 42%. Em seguida aparecem Sul, com crescimento de 21% para 38,3%, Sudeste, de 19,6% para 31%, Nordeste, de 10,8% para 22,5%, e Norte, de 12,3% para 21,5%. Enquanto o cigarro eletrônico avança, outras formas de consumo apresentam queda. O uso de narguilé caiu de 23,8% em 2019 para 10,6% em 2024.

A proporção de adolescentes que já experimentaram drogas ilícitas também recuou, passando de 12% para 8,3% no período. O índice varia conforme a idade, ficando em 5,6% entre estudantes de 13 a 15 anos e chegando a 13% entre os de 16 e 17 anos. Entre as regiões, o Sul registra a maior proporção de jovens que já tiveram contato com drogas ilícitas, com 9,8%, seguido pelo Sudeste, com 9,4%.

O Nordeste apresenta o menor índice, com 6,1%, enquanto o Norte e o Centro-Oeste registram 7% e 8,7%, respectivamente. O consumo de álcool também apresentou queda significativa, passando de 63,3% em 2019 para 53,6% em 2024. Já o uso de cigarro convencional diminuiu de 22,9% para 18,5%.

Desigualdades e contexto

A pesquisa aponta diferenças entre redes de ensino, com maior prevalência de experimentação de drogas ilícitas entre estudantes de escolas públicas, que somam 8,7%, frente a 5,7% nas escolas privadas. Dados por capitais indicam variações expressivas.

Florianópolis lidera, com 15,6% dos adolescentes relatando já ter experimentado drogas ilícitas, seguida por Vitória, com 12,3%, e Porto Alegre, com 11,6%. Em São Paulo, o índice é de 10,7%, acima da média nacional. Segundo o IBGE, os resultados indicam mudança no perfil do consumo entre adolescentes, com redução no uso de substâncias tradicionais e crescimento dos dispositivos eletrônicos.

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