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Catar dá um ‘palácio voador’ de presente aos EUA: R$ 2,2 bilhões

O Boeing tem suítes privadas, salas de reunião, áreas de estar, chuveiros e escadaria central. Polêmico, Donald Trump se posicionou sobre o tema

B747 da família real do Catar (Foto: Reprodução)

247 - A família real do Catar ofereceu de presente para o governo dos Estados Unidos um Boeing 747-8, que poderá se tornar o novo Air Force One, avião oficial do presidente dos EUA (Donald Trump atualmente). O custo é de US$ 400 milhões, ou R$ 2,2 bilhões. A capacidade é para 89 passageiros e 18 tripulantes, de acordo com informações publicadas pela Caras.com

Conhecido como “Palácio Voador”, o Boeing tem suítes privadas, salas de reunião, áreas amplas de estar, escritórios, chuveiros e escadaria central. Os acabamentos foram feitos com madeira nobre e materiais de altíssimo padrão. 

A aeronave de luxo tem sistemas avançados de comunicação, entretenimento e segurança. O Boeing pertence à Qatar Amiri Flight, frota responsável pelo transporte do emir do Qatar e de altos membros do governo do país asiático.

O Catar abriga a maior base militar dos EUA no Oriente Médio e é um aliado estratégico da controversa política externa do governo estadunidense na região.

Trump e a controvérsia

O presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a defender publicamente a aceitação da aeronave, alegando que o atual Air Force One tem mais de 40 anos de uso. 

Segundo o chefe da Casa Branca, o jato seria um presente “temporário” ao Departamento de Defesa, enquanto os novos aviões presidenciais encomendados à Boeing continuam atrasados devido a problemas de produção na empresa e dificuldades financeiras.

A Constituição dos EUA proíbe que autoridades aceitem presentes de governos estrangeiros sem aprovação do Congresso. As normas atuais limitam o valor de brindes a menos de US$ 480.

A Casa Branca afirmou que a operação é legal. Um memorando de entendimento entre o Qatar e o Departamento de Defesa dos EUA disse que a doação é feita “de boa-fé” e não representa suborno ou influência indevida. A promessa do governo estadunidense é que, após o fim do mandato, o avião seja incorporado à biblioteca presidencial de Trump.

Riscos 

Mesmo sendo um presente,o governo dos EUA pode ter um alto custo, pois analistas apontaram que a adaptação do jato para atender aos padrões do Air Force One exige: Sistemas de defesa avançados, instalações médicas completas, capacidade de reabastecimento em voo, proteção contra ataques cibernéticos e pulsos eletromagnéticos. Conforme previsões oficiais, a modernização pode chegar a US$ 1 bilhão. 

O trabalho envolve a Força Aérea, o Serviço Secreto, a CIA, a NSA e outros órgãos de segurança. Essas instituições terão praticamente que desmontar e reconstruir a aeronave para acabar com os riscos de espionagem.

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