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Abraham Lincoln, ao comentar a sua profunda admiração pelas obras de William Shakespeare, disse: “Para mim, não importa se Shakespeare é bem ou mal atuado; com ele, o pensamento por si só já basta.”

3 de junho de 2026, 06:58 h
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Abraham Lincoln, ao comentar a sua profunda admiração pelas obras de William Shakespeare, disse: "Para mim, não importa se Shakespeare é bem ou mal atuado; com ele, o pensamento por si só já basta."

Grandes obras atravessam séculos sem perder impacto.

Nubia Rangel

Nubia Rangel

✦ Destaques

1

Lincoln era um leitor voraz de Shakespeare e citava as peças de memória em conversas e discursos.

2

Para ele, a qualidade da encenação era irrelevante: o poder do texto shakespeariano falava por si mesmo.

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A frase de Lincoln revela uma filosofia de leitura intemporal: grandes obras independem de intermediários para tocar a alma.

Há frases que ficam na memória não pelo tamanho, mas pela força. Abraham Lincoln, um dos presidentes mais célebres dos Estados Unidos, deixou uma dessas quando falou sobre William Shakespeare: para ele, não importava se a peça era bem ou mal encenada. O pensamento do dramaturgo, por si só, já era suficiente.

O presidente que preferia Shakespeare na poltrona ao Shakespeare no palco

Abraham Lincoln nutria uma admiração profunda pela obra de William Shakespeare desde a juventude. Crescido em condições humildes no interior dos Estados Unidos, ele teve acesso limitado à educação formal, mas compensou isso com leituras intensas. E o bardo de Avon foi uma das suas escolhas mais constantes.

Lincoln chegava a citar trechos das peças shakespearianas de memória em conversas com amigos, conselheiros e políticos. Preferia os textos dramáticos de Shakespeare a muitos livros de filosofia que circulavam na época, e frequentava o teatro em Washington com regularidade, mesmo durante os anos pesados da Guerra Civil americana.

Quando a leitura basta, sem plateias nem aplausos

O que chama atenção na declaração de Lincoln é a separação clara entre o texto literário e a encenação. Para ele, ver uma peça de Shakespeare bem interpretada era um prazer, mas ver mal interpretada não diminuía em nada a experiência. O pensamento contido nas palavras do dramaturgo tinha vida própria.

Essa distinção faz todo sentido para quem já leu uma obra clássica e sentiu que as palavras na página valiam tanto quanto qualquer adaptação em tela ou palco. O texto dramático de Shakespeare foi concebido para ser vivido em múltiplas dimensões, e Lincoln entendia isso com uma clareza que poucos leitores articulam de forma tão direta.

Abraham Lincoln, ao comentar a sua profunda admiração pelas obras de William Shakespeare, disse: "Para mim, não importa se Shakespeare é bem ou mal atuado; com ele, o pensamento por si só já basta."
A força das palavras impressionava o presidente.

O que Lincoln enxergava nas páginas que muitos não veem no teatro

A relação de Lincoln com a literatura inglesa clássica ia além do entretenimento. Ele enxergava em Shakespeare um espelho da condição humana: ambição, culpa, luto, poder e redenção. Temas que um presidente em meio a uma guerra civil conhecia de perto.

Algumas das obras shakespearianas que mais marcaram Lincoln revelam muito sobre o que ele buscava nessa leitura. Vale conhecer as mais citadas por ele:

  • Macbeth: a tragédia da ambição descontrolada e das consequências morais do poder, que Lincoln teria relido várias vezes durante a guerra.
  • Hamlet: a meditação sobre a dúvida, a morte e a responsabilidade, com o famoso monólogo que o presidente citava com frequência.
  • Ricardo III: um retrato sombrio da manipulação política, tema que ressoava nos bastidores de Washington.
  • Rei Lear: a história do orgulho que antecede a queda, e da sabedoria que vem tarde demais.
  • A Tempestade: a peça do perdão e da reconciliação, temas caros a Lincoln no contexto do pós-guerra.

✦ Pontos-chave

Leitura como experiência completa

Para Lincoln, o texto de Shakespeare não precisava de mediação: ele entregava tudo diretamente ao leitor que estivesse aberto a receber.

Shakespeare como espelho político

As tragédias do dramaturgo inglês abordavam poder, traição e moral, temas que o presidente americano vivia na prática durante a Guerra Civil.

Uma admiração que atravessou séculos

Líderes, filósofos e artistas de épocas distintas encontraram em Shakespeare o mesmo valor que Lincoln descreveu: um pensamento que não depende de palco para existir.

A lição que o 16º presidente deixou para qualquer leitor de hoje

A frase de Lincoln sobre Shakespeare carrega um convite silencioso: não espere a adaptação perfeita para se aproximar de uma grande obra. O livro, o texto, a palavra escrita, tudo isso já é a experiência em si. A encenação pode enriquecer, mas nunca é o único caminho até o autor.

Num tempo em que séries, filmes e adaptações parecem ser a porta de entrada obrigatória para qualquer clássico, a perspectiva do presidente americano soa quase como um desafio. Que tal abrir diretamente Hamlet ou Macbeth, sem esperar pela próxima produção cinematográfica? Lincoln fez isso, e a experiência o marcou para sempre.

Abraham Lincoln, ao comentar a sua profunda admiração pelas obras de William Shakespeare, disse: "Para mim, não importa se Shakespeare é bem ou mal atuado; com ele, o pensamento por si só já basta."
Lincoln guardava trechos de Shakespeare na memória.

Shakespeare sobreviveu a séculos porque a alma do texto é mais forte do que o cenário

William Shakespeare escreveu suas peças no final do século XVI e início do XVII, em um teatro sem luz elétrica, sem efeitos especiais, com homens interpretando personagens femininas. E ainda assim, mais de 400 anos depois, o texto dele continua sendo lido, encenado e admirado em todos os continentes. A obra de Shakespeare resistiu não pelo espetáculo, mas pelo pensamento: exatamente o que Lincoln disse com outras palavras.

Grandes obras de literatura clássica têm essa característica rara: quanto mais o tempo passa, mais elas parecem falar do presente. Lincoln percebeu isso no século XIX. A gente pode perceber a mesma coisa hoje, em qualquer tarde com um livro nas mãos.

No fim, o que une Lincoln a Shakespeare é o mesmo fio que conecta qualquer leitor a um grande texto: a certeza de que algumas palavras foram escritas para durar, independentemente do palco, da tela ou da época.

Gostou de descobrir essa faceta de Abraham Lincoln? Compartilhe este artigo com quem também ama literatura e história, e espalhe essa reflexão que atravessa séculos.

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