- Funeral de rei para um cientista: Newton foi enterrado na Abadia de Westminster em 1727, com honras reservadas à realeza.
- Voltaire testemunhou tudo de perto: O filósofo francês estava exilado em Londres e ficou impressionado com a reverência inglesa à ciência.
- Uma frase que mudou a imagem da ciência: Voltaire ajudou a transformar Newton em símbolo da razão e do progresso na Europa iluminista.
Imagine um cientista sendo enterrado com a mesma pompa de um rei, com nobres carregando o caixão e multidões nas ruas. Foi exatamente isso que Voltaire viu acontecer com Isaac Newton, e o filósofo francês ficou tão impressionado que cunhou uma das frases mais famosas da história das ideias.
O que você precisa saber sobre Voltaire e a admiração por Newton
Quando Isaac Newton morreu, em março de 1727, a Inglaterra fez algo inédito para a época. O cientista, autor da teoria da gravitação universal, recebeu um funeral de estado e foi sepultado na Abadia de Westminster, ao lado de reis e rainhas.
Voltaire, então exilado em Londres por causa de conflitos com a nobreza francesa, presenciou a cerimônia. Foi nesse contexto que ele escreveu a famosa frase: “Este homem não foi apenas um grande homem, ele foi o maior homem que já existiu.”
Como isso funciona na prática: o choque cultural de Voltaire
Para entender o impacto, é preciso lembrar que na França da época quem era homenageado com pompa eram militares, nobres e religiosos. Ver a Inglaterra prestar tributo nacional a um cientista soou, para Voltaire, como sinal de uma sociedade mais avançada.
O filósofo levou essa admiração de volta para casa e dedicou parte da obra “Cartas Inglesas” e do livro “Elementos da Filosofia de Newton” a explicar as ideias do inglês para o público francês, ajudando a popularizar a ciência moderna no continente.

A frase sobre Newton: o que mais chama a atenção
A declaração de Voltaire não foi só elogio. Ela carregava uma crítica indireta à França absolutista, que ainda valorizava títulos de nascimento acima do mérito intelectual. Ao eleger Isaac Newton como o “maior homem”, o filósofo deslocava o lugar do herói da nobreza para a ciência.
Alguns motivos ajudam a entender por que Newton recebeu tanta reverência naquele momento histórico:
- Lei da gravitação universal: explicou em uma única teoria o movimento dos planetas e a queda dos corpos na Terra.
- Cálculo diferencial e integral: ferramenta matemática que revolucionou a física e a engenharia.
- Estudos sobre a luz: mostrou que a luz branca é composta por várias cores, abrindo caminho para a óptica moderna.
- Presidente da Royal Society: ocupou por décadas o cargo máximo da ciência britânica.
- Influência política e econômica: também atuou na Casa da Moeda inglesa, combatendo a falsificação.
Newton foi sepultado na Abadia de Westminster em 1727, honra rara para um cientista na época.
O filósofo chamou Newton de “o maior homem que já existiu” após acompanhar o impacto da morte do cientista.
Voltaire ajudou a transformar Newton em ícone da razão, espalhando suas ideias pela Europa.
Por que isso importa para você
Essa história mostra um momento de virada na forma como a humanidade enxerga o conhecimento. A partir dali, ideias, descobertas e pesquisa científica passaram a ser vistas como motores de progresso, algo que sentimos até hoje em vacinas, celulares e foguetes.
Quando Voltaire exaltou Isaac Newton, ele estava dizendo, nas entrelinhas, que pensar, observar e questionar valem mais do que títulos herdados. É um recado que ainda ressoa em qualquer sala de aula brasileira.

O que mais você precisa saber sobre Voltaire e o legado de Newton
O entusiasmo de Voltaire teve ajuda de peso: sua companheira, a matemática Émilie du Châtelet, traduziu para o francês o “Principia Mathematica” de Isaac Newton, obra fundamental que pavimentou o caminho do Iluminismo e influenciou pensadores em toda a Europa.
No fim das contas, a frase de Voltaire não fala só de Newton. Ela fala de um tempo em que a humanidade decidiu olhar para o céu com curiosidade, e descobriu que entender o mundo podia ser tão grandioso quanto governá-lo.
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