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Uma câmera subaquática filmou um tubarão no Oceano Antártico, possivelmente pela primeira vez, e o avistamento inesperado está forçando os cientistas a redesenhar uma fronteira congelada.

4 de maio de 2026, 09:33 h
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Câmera de águas profundas do Minderoo-UWA captura imagem rara de um grande tubarão dorminhoco (Somniosidae) nadando perto do fundo do mar lamacento no Oceano Antártico.

Avistamento histórico: Um tubarão dorminhoco de 4 metros filmado a 490 metros de profundidade perto das Ilhas Shetland do Sul, na Antártida, pelo Minderoo-UWA Deep-Sea Research Centre.

Joao Victor

Joao Victor

A biologia marinha sempre trabalhou com uma regra prática: não existem tubarões na Antártida. No entanto, imagens capturadas por uma câmera de águas profundas do Minderoo-UWA Deep-Sea Research Centre (Universidade da Austrália Ocidental) acabam de forçar a ciência a reavaliar essa fronteira congelada.

Um tubarão da família Somniosidae (conhecidos como tubarões dorminhocos), com cerca de 3 a 4 metros de comprimento, foi filmado a 490 metros de profundidade, perto das Ilhas Shetland do Sul. A temperatura da água no local beirava 1ºC.

Por Que Essa Descoberta é Incomum?

A esmagadora maioria dos tubarões tem sangue frio, o que significa que a temperatura do oceano dita o funcionamento interno dos seus corpos. Nas águas subzero da Antártida — que não congelam totalmente devido à alta salinidade —, o frio extremo retarda os músculos e a digestão. Para um tubarão, a diferença entre a água fria e a quase congelando é a diferença entre nadar normalmente e mal conseguir se mover.

O vídeo revelou um detalhe técnico importante: o animal não estava nadando de forma aleatória pela coluna d’água. Ele aproveitava uma camada termicamente estratificada, uma “zona de conforto” estreita e ligeiramente mais quente, formada entre as águas mais densas do fundo e o gelo derretido da superfície.

Mudança Climática ou um Ponto Cego Humano?

Sempre que uma espécie surge em um local inexplorado, o instinto inicial é culpar as mudanças climáticas. Os dados confirmam que os oceanos globais absorvem a maior parte do calor excessivo retido pelos gases de efeito estufa desde 1970.

Apesar desse cenário de aquecimento, os pesquisadores tratam o avistamento com rigor. O fundo do mar é o maior ponto cego da Terra (exploramos menos de 0,001% dele). A presença deste tubarão levanta três hipóteses distintas:

  • Ele é um visitante raro.
  • É um novo residente impulsionado pelo aquecimento sutil daquela camada de água.
  • Faz parte de uma população que sempre esteve lá, mas que a limitação técnica de enviar câmeras durante os invernos rigorosos nos impediu de registrar antes.

Para confirmar o status real do tubarão no ecossistema polar, a equipe dependerá agora de análises genéticas coletadas em amostras de água e da instalação de novos equipamentos de observação.

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Tags: Biologia marinhaDescoberta científicaMudanças climáticasOceano AntárticoTubarão dorminhoco
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