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Justiça barra alimentos e bebidas no Azteca durante a Copa

Decisão atende Fifa e estádio mexicano, suspende benefícios a donos de camarotes e mantém regras uniformes para o Mundial

Estádio Azteca (Foto: REUTERS/Daniel Becerril)
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247 - A Justiça do México suspendeu medidas que permitiam a donos de camarotes e cadeiras cativas entrar no estádio Azteca com veículos, alimentos e bebidas durante a Copa do Mundo. A decisão favorece a Fifa e o estádio Azteca, ao derrubar cautelares obtidas pela Associação Mexicana de Donos de Camarotes e Cadeiras Cativas. Com isso, esses proprietários deixam de ter, por ora, benefícios que os demais torcedores não possuem. Os relatos foram publicados no jornal Folha de S.Paulo

O 1º Juizado de Distrito da Cidade do México suspendeu decisões anteriores do 6º e do 7º Juizados de Distrito, que haviam autorizado os membros da associação a acessar o local com prerrogativas especiais.

Na decisão, o juiz Oswaldo Alejandro López Arellanos avaliou que a manutenção das cautelares poderia afetar o interesse público, já que interferiria na organização, na preparação e na realização da Copa do Mundo.

O magistrado também apontou risco de quebra na aplicação uniforme das regras definidas para os 16 estádios que receberão partidas do Mundial. Para ele, a Fifa responde pela organização da competição, e o estádio e as demais partes envolvidas devem cumprir regulamentos, diretrizes e normas emitidas pela entidade internacional.

Disputa envolve camarotes e cadeiras cativas

A Associação Mexicana de Donos de Camarotes e Cadeiras Cativas tenta garantir uma série de direitos durante a Copa, incluindo acesso ao estacionamento, entrada com alimentos e bebidas e uso dos assentos adquiridos em contratos anteriores.

Pelas regras da Fifa, todos os lugares dos estádios que receberão jogos do torneio ficam sob controle da entidade durante a competição. O grupo contesta essa interpretação e afirma ter direitos sobre camarotes e cadeiras cativas.

O advogado da associação, Roberto Ruano, disse à imprensa mexicana que tentaria obter uma liminar para derrubar a decisão e permitir a entrada dos proprietários no estádio já na abertura da Copa. A partida está marcada para quinta-feira, às 16h, no horário de Brasília, entre México e África do Sul.

A decisão final, segundo o magistrado, sairá apenas em audiência prevista para a próxima segunda-feira, quatro dias depois do jogo inaugural.

Crítica mira mudança de tratamento

A disputa entre os proprietários e a organização do Mundial não começou agora. O grupo afirma que, nas Copas de 1970 e 1986, também realizadas no México, donos de camarotes e cadeiras cativas receberam credenciais e entradas com antecedência.

Desta vez, segundo a associação, esse procedimento não ocorreu da mesma forma. Por isso, os proprietários recorreram à Justiça para tentar assegurar o acesso aos seus lugares e preservar direitos previstos em contratos.

O grupo já havia obtido medidas cautelares para garantir a entrada nos camarotes durante a Copa, a possibilidade de alugar, vender ou transferir os assentos conforme seus contratos, o ingresso com títulos de propriedade em caso de ausência de bilhetes físicos e o uso do estacionamento por quem tivesse esse direito estabelecido.

Na terça-feira, alguns proprietários foram ao estádio Azteca para tentar cumprir as decisões anteriores e acessar seus lugares. Eles não conseguiram entrar. Um funcionário da Ollamani SAB, empresa do Grupo Televisa que administra o estádio, apresentou a nova decisão judicial e impediu o acesso.

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