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Lula retoma obras de unidade de fertilizantes em Três Lagoas (MS)

Obra da Petrobras em Mato Grosso do Sul deve gerar empregos e reduzir dependência de fertilizantes importados

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras na Bahia (Fafen-BA) por ocasião da Retomada das Operações, na Rua Eteno – Polo Industrial de Camaçari - BA. (Foto: SEAUD/PR)
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247 - A retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), marca um novo avanço na estratégia do governo federal para ampliar a produção nacional de insumos agrícolas e reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes importados, com expectativa de geração de milhares de empregos e impacto direto no agronegócio.

O presidente Lula (PT) participa nesta quinta-feira (25) da cerimônia que oficializa a retomada do empreendimento da Petrobras, considerado estratégico para a segurança alimentar e para o fortalecimento da indústria nacional de fertilizantes. 

Retomada de um projeto paralisado há quase uma década

Paralisada desde 2015, a UFN-III volta a ter obras executadas após nova avaliação técnica e econômica da Petrobras, que confirmou a viabilidade do projeto e sua inclusão no Plano de Negócios 2026-2030. A unidade integra o Novo PAC e contará com investimentos superiores a R$ 5 bilhões.

A cerimônia em Três Lagoas também marca a mobilização do canteiro de obras e a assinatura dos principais contratos para conclusão da planta, consolidando o projeto como um empreendimento totalmente conduzido pela Petrobras.

Impacto econômico e geração de empregos

A retomada da unidade deve impulsionar fortemente a economia regional. A estimativa é de criação de cerca de 8 mil postos de trabalho diretos e indiretos, além de movimentar setores como transporte, alimentação, hospedagem, comércio e serviços.

Três Lagoas, já consolidada como polo industrial e logístico, deve ampliar ainda mais sua relevância econômica com a instalação de uma das maiores plantas de fertilizantes do país.

Produção estratégica para o agronegócio brasileiro

Quando entrar em operação, prevista para 2029, a UFN-III terá capacidade de produzir 3,6 mil toneladas diárias de ureia granulada e 2,2 mil toneladas de amônia. O volume anual deve chegar a aproximadamente 1,3 milhão de toneladas de ureia, o equivalente a cerca de 16% da demanda nacional.

A localização da planta é considerada estratégica, especialmente por estar próxima a regiões que concentram forte consumo de fertilizantes, como Centro-Oeste e parte do Sudeste, reduzindo custos logísticos e ampliando a eficiência do abastecimento agrícola.

Redução da dependência externa e segurança alimentar

A retomada da UFN-III faz parte de uma política mais ampla do governo federal e da Petrobras para reconstruir a capacidade nacional de produção de fertilizantes nitrogenados. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade do Brasil frente às oscilações do mercado internacional.

Antes da reativação dos projetos, o país dependia integralmente da importação de ureia. Com a nova carteira do Novo PAC, que inclui quatro unidades industriais, a expectativa é de que a Petrobras passe a atender cerca de 35% da demanda nacional até 2029.

A guerra na Ucrânia evidenciou os riscos dessa dependência, ao impactar cadeias globais de suprimentos e pressionar os preços internacionais dos fertilizantes, reforçando a importância da retomada de projetos estratégicos como a UFN-III.

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