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Transpetro assina contrato de US$ 427 milhões no Rio Grande do Sul

Transpetro assina contrato de US$ 427 milhões para construir quatro navios de cabotagem

Navio petroleiro da Petrobras (Foto: REUTERS/Jorge Silva)
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247 - A Transpetro assinou um contrato de US$ 427 milhões para a construção de quatro navios de cabotagem no Rio Grande do Sul, em um acordo com o Estaleiro Rio Grande que marca uma nova etapa de expansão da frota própria da companhia e reforça a indústria naval brasileira, segundo o abc+.

O contrato, firmado na quinta-feira (18), prevê a produção de quatro embarcações de médio porte da classe MR1, sigla para Medium Range. Os navios serão usados no transporte de petróleo e derivados ao longo do litoral brasileiro, ampliando a capacidade logística da Transpetro em operações de cabotagem.

Cada embarcação terá 40 mil toneladas de porte bruto, medida conhecida pela sigla TPB. A encomenda faz parte do Programa Mar Aberto, iniciativa criada para renovar e ampliar a frota própria do Sistema Petrobras.

A contratação ocorreu por meio de uma licitação pública internacional lançada no fim de 2025. Com a assinatura do acordo, começa agora o período de eficácia contratual, etapa dedicada à análise documental do estaleiro.

A previsão é que o primeiro navio seja entregue em até 33 meses após a conclusão dessa fase regulatória.

Expansão da frota própria da Transpetro

Os quatro navios contratados no Rio Grande do Sul integram um plano mais amplo de investimentos da Transpetro no âmbito do Programa Mar Aberto. Ao todo, a iniciativa prevê 16 navios de cabotagem, além de 18 barcaças e 18 empurradores.

Somadas as diferentes frentes do programa, a companhia já contabiliza a encomenda de 52 embarcações. O objetivo é ampliar a capacidade de transporte marítimo e fortalecer a infraestrutura logística ligada ao Sistema Petrobras.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, afirmou que a contratação dos novos navios está diretamente vinculada ao crescimento das operações da companhia.

“A contratação dos navios de médio porte reforça a estratégia de crescimento da capacidade logística da Transpetro para atender o aumento de produção e refino da Petrobras. Considerando as aquisições que fizemos na nossa gestão, a frota própria da companhia aumentará de 26 para 42 navios até 2030”, afirmou.

Navios terão foco em eficiência e sustentabilidade

Além do impacto na logística nacional, as novas embarcações terão especificações técnicas voltadas à eficiência operacional e à redução de impactos ambientais. Os navios da classe MR1 foram projetados com tecnologias que podem gerar ganho de até 20% no consumo de combustível.

De acordo com as informações fornecidas, esse desempenho permitirá uma redução aproximada de 30% nas emissões de gases de efeito estufa. As soluções adotadas seguem diretrizes da Organização Marítima Internacional, conhecida pela sigla IMO.

As embarcações também estarão preparadas para operar com biocombustíveis, como o etanol. Outro recurso previsto é a conexão à energia de terra, o que permitirá atuação em portos eletrificados.

O projeto dos cascos também foi pensado para aumentar a eficiência. Eles receberão revestimento com tinta de alto desempenho, desenvolvido para reduzir o atrito com a água e contribuir para menor consumo de combustível.

Embarcações transportarão combustíveis essenciais

Os navios terão aproximadamente 175 metros de comprimento e 30 metros de boca, termo técnico usado para indicar a largura da embarcação. A estrutura permitirá o transporte de combustíveis como diesel, gasolina e óleo combustível.

Os modelos MR1 também serão equipados com ferramentas de engenharia digital 3D, sistemas de telemetria e suporte de telemedicina, incorporando recursos tecnológicos ao monitoramento e à operação das embarcações.

Com o contrato de US$ 427 milhões, o Estaleiro Rio Grande passa a ter papel central em uma das principais encomendas recentes da indústria naval brasileira, em um projeto que combina expansão logística, renovação de frota e modernização tecnológica no transporte marítimo nacional.

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