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Campo de Búzios bate novo recorde e alcança produção de 1,1 milhão de barris por dia

Campo do pré-sal na Bacia de Santos supera marca histórica, amplia produção e reforça posição como principal ativo petrolífero da Petrobras

Campo de Búzios bate novo recorde e alcança produção de 1,1 milhão de barris por dia (Foto: Divulgação/Petrobras)
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247 - O campo de Búzios, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, registrou um novo marco para a indústria petrolífera brasileira ao atingir uma produção média diária recorde de 1,1 milhão de barris de petróleo por dia na terça-feira (23). O resultado supera a marca anterior de 1 milhão de barris diários, alcançada em outubro de 2025, consolidando ainda mais a relevância estratégica do ativo para a Petrobras e seus parceiros.

As informações foram divulgadas pela Agência Petrobras. Atualmente, Búzios é o maior campo do Brasil tanto em volume de produção quanto em reservas. O empreendimento responde por cerca de um terço de toda a produção de petróleo operada pela Petrobras no país, considerando a participação dos parceiros do consórcio. Quando analisada apenas a parcela pertencente à estatal, o campo representa quase metade da produção total da companhia.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, destacou a importância do novo resultado e afirmou que a tendência é de expansão nos próximos anos. Segundo ela, “Esse recorde marca uma importante fase de aceleração da produção em Búzios, que vai crescer ainda mais. Seguimos conectando novos poços e aumentando a produção nas plataformas P-78 e P-79. Búzios é o mais promissor campo da Petrobras e vai quebrar recorde sobre recorde”.

Expansão da capacidade produtiva

A produção de Búzios é realizada atualmente por oito unidades flutuantes. Estão em operação as plataformas P-74, P-75, P-76, P-77, P-78, P-79, além dos FPSOs Almirante Barroso e Almirante Tamandaré. Este último detém a maior capacidade de produção do país, podendo extrair até 270 mil barris de petróleo por dia.

As plataformas P-78 e P-79, incorporadas mais recentemente ao sistema produtivo do campo, ainda passam pela fase de aceleração operacional, conhecida como ramp up. Cada uma delas possui capacidade para produzir até 180 mil barris diários quando atingir o nível máximo de operação.

O projeto de expansão prevê que Búzios conte com 12 FPSOs em atividade. Além das unidades já em operação, estão em construção os FPSOs P-80, P-82 e P-83. Outra unidade, denominada Búzios 12, encontra-se em processo de licitação.

Estratégias e tecnologia impulsionam resultados

De acordo com a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, os avanços operacionais e tecnológicos têm sido fundamentais para acelerar a entrada em produção das novas unidades.

Segundo a executiva, “Temos conseguido acelerar a produção em Búzios e contribuir para o alcance de recordes como esse por meio de estratégias de gestão, engenharia e tecnologias inovadoras, que permitem a antecipação da saída das unidades dos estaleiros e sua chegada mais cedo ao campo, também preparado antecipadamente para recebê-las”.

A adoção dessas estratégias permitiu reduzir prazos de implantação e antecipar o início das operações, contribuindo diretamente para o crescimento da produção do campo e para a obtenção de novos recordes em um curto intervalo de tempo.

O maior campo de petróleo do Brasil

Além de liderar a produção nacional, Búzios também se destaca por suas características geológicas. O campo abriga alguns dos poços mais produtivos do país, instalados em áreas localizadas a mais de 2 mil metros de profundidade no leito marinho.

O reservatório apresenta dimensões impressionantes. Segundo a Petrobras, sua espessura equivale à altura do Pão de Açúcar, enquanto sua extensão supera mais do que o dobro da área da Baía de Guanabara.

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, atribui a elevada produtividade do campo à qualidade do reservatório. “Os poços de Búzios têm altíssima produtividade devido à qualidade da rocha reservatório e sua elevada espessura. É uma rocha com alta permo-porosidade e com óleo de elevado grau API, o que favorece o alto fluxo de óleo da rocha para o poço”, explicou.

Campo reforça protagonismo no pré-sal

A chamada permo-porosidade reúne as características de porosidade e permeabilidade da rocha, fatores que determinam sua capacidade de armazenar e transmitir fluidos como petróleo e gás natural. Essa combinação é considerada um dos principais diferenciais geológicos de Búzios.

O campo tornou-se o segundo ativo da Petrobras a ultrapassar a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia. O pioneiro foi o campo de Tupi, também localizado no pré-sal da Bacia de Santos.

O consórcio responsável pela operação de Búzios é formado pela Petrobras, que atua como operadora do campo, pelas empresas chinesas CNOOC e CNODC, além da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável pela gestão dos contratos de partilha da produção.

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