Ajuda internacional reforça buscas após terremotos na Venezuela
Equipes de 30 países atuam na Venezuela com socorristas, cães farejadores e suprimentos após terremotos que deixaram mais de 1,7 mil mortos
247 - A Venezuela recebe uma ampla operação de ajuda internacional após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na última quarta-feira (24). Segundo a teleSUR, equipes de 30 países foram mobilizadas para reforçar as buscas por sobreviventes, com 3.681 socorristas, 1.086 toneladas de suprimentos, 27 veículos e 118 cães de busca e resgate.
De acordo com a reportagem da teleSUR, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio da comunidade internacional e afirmou que os trabalhos seguem concentrados nas áreas mais atingidas pelos tremores. “Visitamos o Estádio García Carneiro, onde equipes internacionais de resposta chegaram para prestar apoio. 30 países, 3.681 socorristas, 1.086 toneladas de suprimentos, 27 veículos e 118 cães estão reforçando os esforços de busca e resgate. Obrigada!”, publicou Rodríguez nas redes sociais.
A mobilização ocorre em meio a uma das maiores tragédias já registradas no território venezuelano. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que o número de mortos chegou a 1.719, enquanto os feridos somam 5.034. O balanço também aponta 15.866 pessoas afetadas diretamente e 22.619 atendimentos realizados em hospitais, centros de campanha e pontos de triagem.
Na segunda-feira (29), uma brigada da República Socialista do Vietnã chegou ao país com 174 socorristas e oito unidades caninas. Especialistas de Cuba também desembarcaram na Venezuela para se somar aos esforços de resgate e assistência emergencial. Entre os países que enviaram pessoal especializado e ajuda humanitária estão El Salvador, Colômbia, México, Brasil, Chile, Equador, República Dominicana, Peru, Paraguai, Espanha, Suíça, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Catar, China, Vietnã e Cuba.
A Organização das Nações Unidas também participa da coordenação da resposta humanitária. O coordenador residente e humanitário da ONU para a Venezuela, Gianluca Rampolla, informou que mais de 2 mil socorristas estão mobilizados na busca por sobreviventes, em uma operação que prossegue mesmo após as primeiras 72 horas dos terremotos, período considerado decisivo para localizar pessoas com vida sob escombros.
A ONU passou a coordenar a operação de busca em conjunto com o governo venezuelano. O plano de assistência inclui atendimento médico emergencial, instalação de abrigos, distribuição de alimentos, fornecimento de água, saneamento e apoio logístico para armazenamento e entrega de suprimentos às regiões atingidas.
Rampolla afirmou ainda que a coordenação com autoridades locais busca otimizar o uso dos recursos disponíveis. Ele também destacou a colaboração com equipes de resgate dos Estados Unidos e esclareceu que o fechamento da USAID por ordem do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não alterou o posicionamento das equipes no terreno. Segundo ele, Washington foi o primeiro governo a anunciar financiamento para a emergência.
Com a chegada de novos contingentes estrangeiros, a prioridade das autoridades venezuelanas e dos organismos internacionais segue sendo a localização de sobreviventes, o atendimento aos feridos e a organização da assistência às milhares de pessoas afetadas pelos tremores.



