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Ato na Argentina denuncia perseguição política e defende liberdade de Cristina Kirchner

Mobilização popular exige liberdade, direitos políticos e respeito ao legado de Cristina Kirchner

Cristina Kirchner (Foto: REUTERS/Agustin Marcarian)
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247 - Um ato político na Argentina reuniu lideranças peronistas, prefeitos, legisladores e apoiadores de Cristina Fernández de Kirchner em defesa da liberdade e da reintegração política da ex-presidente, condenada a seis anos de prisão, com pena convertida em prisão domiciliar, e à proscrição política vitalícia. As informações são da Prensa Latina.

A mobilização, realizada sob o lema “Agitação de bandeira pela Argentina. Por Cristina”, teve como principal orador o deputado nacional Máximo Kirchner, filho da ex-presidente e dirigente do La Cámpora, movimento apontado como o principal organizador da manifestação. O ato também denunciou o que seus participantes classificam como perseguição política contra Cristina, que governou a Argentina por dois mandatos e também ocupou a vice-presidência.

Segundo a Prensa Latina, a condenação é marcada por irregularidades que poderiam ter levado à sua anulação. 

Entre os presentes estavam prefeitos como Mayra Mendoza, de Quilmes; Federico Otermín, de Lomas de Zamora; Julián Álvarez, de Lanús; e Alejandro Granados, de Ezeiza. Também participaram o senador nacional e ex-governador de Chaco, Jorge Capitanich, além de legisladores da União pela Pátria e ex-funcionários, entre eles Guillermo Moreno.

Em seu discurso, Máximo Kirchner defendeu a libertação de Cristina Fernández de Kirchner e sua plena reintegração à vida política argentina. O deputado também fez críticas internas ao peronismo e afirmou que, caso o movimento volte ao poder, não deve repetir erros do passado.

“E não retroceder novamente, terminando com uma presidente ainda pior que a atual”, disse Máximo Kirchner, ao alertar sobre os riscos de uma volta ao governo sem autocrítica e sem compromisso com a base popular do peronismo.

O parlamentar também criticou dirigentes que, segundo ele, tratam o peronismo apenas como instrumento eleitoral, e não como projeto político vinculado à defesa dos setores populares.

“O problema é que, muitas vezes, há líderes que veem o peronismo como um veículo para chegar ao poder, e não como um caminho e uma doutrina que defende o povo e o empodera”, afirmou.

Máximo Kirchner acrescentou que o movimento precisa abrir um processo de reflexão sobre seus desafios políticos e sociais diante da realidade argentina.

“Devemos a nós mesmos um momento de reflexão para entender quais são os desafios que o nosso povo nos apresenta”, declarou o filho de Cristina.

Outro ponto central do discurso foi a defesa do legado político de Cristina Kirchner dentro do próprio peronismo. O deputado criticou dirigentes da legenda que, segundo ele, tentam reduzir a importância da ex-presidente e se afastam da militância.

“Ouvimos líderes do nosso partido tentando diminuir o legado de Cristina, transformando-se em consultores e esquecendo que eram ativistas. Se alguém pensa que essa mulher vai tirar votos, eu gostaria que me explicassem como vamos conseguir votos sendo funcionários de empresas de mineração e petróleo no Congresso Nacional”, afirmou.

A manifestação reforçou a centralidade de Cristina Fernández de Kirchner para uma parcela expressiva do peronismo e colocou novamente em debate a condenação, a prisão domiciliar e a proscrição política da ex-presidente. O ato também evidenciou disputas internas sobre os rumos do movimento e sobre o papel de sua principal liderança na reorganização da oposição argentina.