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Com mais de 90% das urnas apuradas, candidato da extrema direita Espriella lidera segundo turno na Colômbia

Disputa entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda sinaliza possível guinada política no país sul-americano

Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda (Foto: Reuters/Luisa Gonzalez | Reuters/Sergio Acero)
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247 - O candidato de direita Abelardo de la Espriella lidera a apuração da eleição presidencial na Colômbia neste domingo (21), com 49,93% dos votos com quase 94,5% das urnas apuradas,. Já o senador de esquerda Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro, aparecia com 48,43% dos votos.

As urnas foram encerradas às 18h (horário de Brasília), em um pleito considerado tranquilo pelo CNE, com acompanhamento de observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia.

A eleição colocou em confronto direto a continuidade do projeto de esquerda associado ao governo de Gustavo Petro, representado por Cepeda, e uma guinada à direita defendida por Espriella. O cenário também reflete tensões regionais e internacionais, especialmente pela aproximação do candidato conservador com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que atualmente ocupa a presidência norte-americana.

Caso a vitória de Espriella seja confirmada, analistas avaliam que a Colômbia pode se somar a uma tendência de governos de direita na região, ao lado de lideranças como Nayib Bukele, Javier Milei e José Antonio Kast.

Campanha marcada por segurança e polarização

A campanha eleitoral foi dominada pelo debate sobre segurança pública, tema central nas preocupações da população colombiana. Enquanto Cepeda defendia a continuidade de políticas sociais do governo Petro, Espriella construiu sua narrativa como um candidato “anti-establishment”, com foco em combate duro ao crime organizado.

Advogado de 47 anos e sem experiência política prévia, Espriella também é empresário e cidadão naturalizado dos Estados Unidos, tendo vivido em Miami. Ele se apresenta como defensor de uma agenda liberal na economia e conservadora na segurança pública.

Durante a campanha, o candidato propôs medidas como a redução do tamanho do Estado em até 40%, cortes de impostos corporativos e ampliação da exploração de petróleo. Também defendeu ações mais rígidas contra organizações criminosas.

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